<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273</id><updated>2011-04-22T04:45:42.885+01:00</updated><title type='text'>Paternus</title><subtitle type='html'>Da paternidade e outras conversas</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://paternus.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>70</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110910502023668115</id><published>2005-02-22T20:43:00.000Z</published><updated>2005-02-22T20:43:40.236Z</updated><title type='text'>Não recear o futuro</title><content type='html'>Está a tornar-se um lugar comum. Na sexta-feira passada fui ver uma peça de teatro e mais uma vez, comovi-me. Esteve no Teatro São Luiz até domingo. Mas de ceretza que vai continuar, noutro palco qualquer. Chama-se «Cabeças no Ar».&lt;br /&gt;È uma história sobre uma turma de alunos terríveis, irrecuperáveis, sem futuro. Que são conquistrados pela poesia de um professor diferente e aprender que podem confiar neles e nas suas capacidades.&lt;br /&gt;Há uma frase no final da peça, dita pela boca do professor diferente, que sintetiza o meu sentimento no final da hora e meia de música e poesia dos «Cabeças no Ar»: «Não temos que recear pelo futuro». Foi com essa ideia que eu sai do São Luiz. Apesar de nos termos habituado à mediocridade, nos ecrãs, nos palcos e nas prateleiras das livarias de parecer que, quanto mais uma obra é má, mais gente a quer ver, ler ou estar ligado a ela, ainda há quem invista na qualidade. Ainda há quem ache que para fazer mal é melhor não fazer.&lt;br /&gt;«Cabeças no Ar» é um oasis. Uma ilha no lodo. Mas é também um bom sintoma de que está a voltar aos palcos a vontade de reagir contra o este estado de coisas que se instalou de há três anos para cá, e que torna a depressão nacional ainda mais deprimente.&lt;br /&gt;Os «Cabeças no Ar» foi uma lufada de ar fresco. Um prenúncio do que estava para vir no Domingo, com as eleições. Afinal, a esperança ainda existe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110910502023668115?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110910502023668115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110910502023668115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2005_02_20_archive.html#110910502023668115' title='Não recear o futuro'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110910498398106068</id><published>2005-02-22T19:30:00.000Z</published><updated>2005-02-22T20:43:03.983Z</updated><title type='text'>Sete e meia</title><content type='html'>Há uma hora do dia que eu adoro. Sete e meia em ponto. Não sei porquê. Talvez porque seja o final do dia, aquele momento em que as pessoas ainda dizem os últimos «boa tarde», e já dizem os primeiros «boa noite». A hora em que, no Verão, se tomam os melhores banhos de mar.&lt;br /&gt;O que eu sei é que desde pequeno, as coisas boas acontecem sempre às sete e meia. Deve ter a ver com o simbolismos dos números. Ou com a minha propensão para me deixar levar pela hora. Sete e meia soa sempre bem. È sempre uma hora boa.&lt;br /&gt;Ás sete e meia começa o Noddy na televisão. È a hora em que o meu filho me pede para me sentar com ele no sofá e se encosta a mim a ver os desenhos animados. É a pausa antes do banho diário e do ritual do jantar. Um momento a dois, tranquilo, pleno, poético. Por muitas birras, por muitas zangas, por muitas chatices no trabalho, por muito trabalho acomulado, por muita confusão. Às sete e meia é a hora da trégua. O momento em que nos sentamos e em que tomamos consciência de que passou mais um dia. Só podia ser às sete e meia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110910498398106068?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110910498398106068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110910498398106068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2005_02_20_archive.html#110910498398106068' title='Sete e meia'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110829777667225466</id><published>2005-02-13T12:29:00.000Z</published><updated>2005-02-13T12:29:36.673Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/143/1547/640/miudos.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/143/1547/320/miudos.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110829777667225466?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110829777667225466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110829777667225466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2005_02_13_archive.html#110829777667225466' title=''/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110829715826627986</id><published>2005-02-13T12:18:00.000Z</published><updated>2005-02-13T12:34:49.736Z</updated><title type='text'>Zarabadin</title><content type='html'>Não gosto de saudosismos. Muito menos de posturas reaccionárias. Mas nos últimos 20 anos ganhámos e perdemos muitas qualidades. E a nível televisivo demos grandes saltos no desconhecido. E muitas vezes aterrámos de cabeça. Uma das áreas em que essa realidade é mais notória é nos programas para crianças - os infantis.&lt;br /&gt;Se calhar sou só eu, mas não me parece muito educativo ter programas de televisão patrocinados por companhias de combustíveis, e intercalar concursos cujo o único objectivo é fazer publicidade a gás butano e gasolina sem chumbo, com desenhos animados. Mas se calhar sou só eu.&lt;br /&gt;Eu sei que as crianças estão cada vez mais impacientes, mais rápidas, e que em relação a programas de televisão são difíceis de conquistar. Mas aquilo que se passa hoje, nos canais privados e na RTP 1, é o cúmulo da preguiça. Os programadores preferem passar desenhos animados em catadupa, de qualidade duvidosa, a investir em programas com actores de carne e osso. E quando há um programa com apresentadores, ou é um concurso ou um programa de promoção à Disney, ou pior, é o Batatoon!&lt;br /&gt;Mas nem sempre foi assim. Em 1985, o José Fanha e o Carlos Alberto Moniz fizeram o Zarabadin. Vinte anos depois, a RTP Memória está a retransmiti-lo nas manhãs de Domingo. O programa é muito simples. Poucos cenários, história muito curtas e muita música. Dois irmãos vão ao fundo de um chapéu mágico e interagem com as figuras de fantasia que o habitam. O programa é simples, mas o elenco é de luxo: José Wallenstein, Angela Pinto, António Feio e outros do mesmo calibre. E as músicas do Carlos Alberto Moniz com as letras do José Fanha e da Dulce Fanha.&lt;br /&gt;Simples, mas mágico. Sem recurso a soluções preguiçosas, com histórias, com actores, com criatividade. Passaram vinte anos e esquecemos por completo que as crianças se ligam a histórias, que anseiam por fantasia e por imaginação, e que se se identificam com a manga de terceira qualidade do Japão, ou com os novos heróis Disney, é exactamente porque esse novos heróis lhes dão essa fantasia.&lt;br /&gt;Mas basta ir ao teatro infantil, ou ver os olhos do meu filho quando assiste ao Zarabadin, para perceber que os programas de carne e osso são muito mais eficazes! Façam a experiência. Aos domingos, às 11 da manhã. E depois digam-me se notaram a diferença.«Olha o céu lá no fundo do chapéu/olha o sol e a lua a namorar/olha o céu lá no fundo do chapéu/ onde tu/ e eu vamos chegar».&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110829715826627986?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110829715826627986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110829715826627986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2005_02_13_archive.html#110829715826627986' title='Zarabadin'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110816198896389331</id><published>2005-02-11T22:46:00.000Z</published><updated>2005-02-11T22:46:28.963Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/143/1547/640/caraselei.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/143/1547/320/caraselei.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Suspeitos do costume&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110816198896389331?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110816198896389331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110816198896389331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2005_02_06_archive.html#110816198896389331' title=''/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110814686816659947</id><published>2005-02-11T18:34:00.000Z</published><updated>2005-02-13T11:59:30.563Z</updated><title type='text'>Campanha eleitoral</title><content type='html'>Há duas razões de peso para não estar a dar atenção à campanha eleitoral para as legislativas. A primeira, é que os discursos dos principais candidatos são mais obscenos que um compacto do Fernando Rocha. Segundo, porque dos muitos argumentos que tenho ouvido atirados para os media, não há nenhum que foque um dos principais problemas deste país: A falta de apoio às famílias e o incremento das condições sociais que apoiem a paternidade.&lt;br /&gt;Perdemos tempo com défices, com a sexualidade dos candidatos ou com discussões sobre os nossos compromissos internacionais. (Esta última talvez seja a mais ridícula de todas as questões. Se estamos na NATO e na UE não temos alternativa. Temos que estar no Euro, na Sérvia e na Bósnia, temos que aceitar as politicas comuns e fazer o melhor que podemos e sabemos para nos mantermos à tona!)&lt;br /&gt;E nem uma palavra sobre o facto de as famílias não terem os benefícios fiscais que deveriam ter, de não haver lugares nos infantários públicos, de a maior parte dos medicamentos para crianças e de algumas vacinas indispensáveis não serem comparticipados, de os tratamentos de fertilidade não terem descontos e acima de tudo, de ninguém querer saber se a decisão de ainda ter filhos é ou não uma decisão que está acima das famílias, uma decisão que diz respeito a todo o país, um acto que vai influenciar o futuro de toda uma nação e que por isso não pode ser desprezado!&lt;br /&gt;É aviltante. Perdem tempo a argumentar sobre o aborto, mas nem sequer lhes passa pela argumentação o facto de que, em percentagem, as mulheres que abortam são infinitamente menos que as que têm filhos. E que se em vez de olharmos para as que não os querem ter, olhássemos para as que os têm, e para as mudanças operadas na sua vida pelo simples facto de serem mães, estaríamos com certeza a ter uma postura muito mais humana, útil e patriótica!&lt;br /&gt;A direita e a esquerda usam a &lt;strong&gt;FAMÍLIA&lt;/strong&gt; como bandeira quando bem lhes apetece e convém. Mas não vi nenhum primeiro ministro ou membro do Governo dizer que não pode ir a debate ou dar uma entrevista porque tem que ir buscar o filho à escola. Não há um político português neste momento a eleição (falo claro dos cabeça de lista dos principais partidos) que me convença como pai. Santana Lopes soma divórcios e, embora eu acredite que gosta dos filhos, não é um exemplo para ninguém. Sócrates não tem filhos, como Paulo Portas também não tem, e suponho que a razão de fundo seja a mesma - são celibatários por vocação. Jerónimo de Sousa tem ar de avô, mas é demasiado metálico. E Francisco Louçã é um &lt;em&gt;playboy &lt;/em&gt;revolucionário.&lt;br /&gt;Em suma. Querem governar-nos. Muito bem. Mas estão tão dedicados à política que desconfio que há muito tempo se esqueceram do que é a vida real. Ou isso ou arranjaram umas excelentes &lt;em&gt;baby-sitters&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Apesar de tudo, dia 20 vou votar. Não o fazer é dar razão a quem acha que a alienação política é a solução para o estado de depressão de valores que vivemos. Não vou desistir tão facilmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110814686816659947?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110814686816659947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110814686816659947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2005_02_06_archive.html#110814686816659947' title='Campanha eleitoral'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110814679910465783</id><published>2005-02-11T18:33:00.000Z</published><updated>2005-02-11T18:33:19.103Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/143/1547/640/fraldario.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/143/1547/320/fraldario.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Colombo, um bom exemplo&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110814679910465783?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110814679910465783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110814679910465783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2005_02_06_archive.html#110814679910465783' title=''/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110814666371456638</id><published>2005-02-11T18:30:00.000Z</published><updated>2005-02-11T18:45:20.600Z</updated><title type='text'>Fraldários</title><content type='html'>Para pais experimentados e marinheiros de primeira viagem, um fraldário é um porto de abrigo. Está ali como garante de que se as coisas correrem mal e a fralda encher a meio das compras, ou do simples passeio de montra em montra, há salvação à vista. O fraldário é uma invenção dos países civilizados, que prezam a paternidade e que apostam na convivência social entre pais e bebés.&lt;br /&gt;Por cá, já nos deixámos há muito desta coisa esquisóide de só os instalar na casa de banho das senhoras. Embora fossem um bom pretexto para um pai dedicado entrar nesse território proibido com uma excelente desculpa, e ainda por cima encher uma data de mulheres de calças na mão do seu charme de progenitor dedicado, a verdade é que é muito mais normal que os fraldários sejam secções à parte, com condições de salubridade especiais. Sítios ergonómicos, apetrechados da mais recente tecnologia de limpeza de rabinhos de bebé.&lt;br /&gt;Conheço muitos fraldários. Em Portugal e no estrangeiro. Fui-me habituando à simplicidade. A maior parte deles tem apenas um tabuleiro de muda de fralda e pouco mais. Raramente estão muito limpos. Raramente são agradáveis. O pior de todos em que já estive foi no Campera. Eu sei que é suposto os preços serem de fábricas e se chamar Out Let, mas o fraldário é mais parecido com um urinol em tamanho grande! E eu já cheguei ao cúmulo de, em Londres, ter de mudar a fralda o meu filho em plena casa de banho do jardim zoológico com vista para a jaula dos macacos!&lt;br /&gt;Mas depois... Há os fraldários de luxo. A nota mais lata vai para o do Centro Comercial Colombo. É magnifico! Ao nível do melhor da Europa. Excelentes condições, materiais e instalações. Higiene garantida e música ambiente. É um oásis, no meio de um centro em que a confusão pode ser avassaladora para pais com crianças pequenas.&lt;br /&gt;O meu filho vai começar a deixar de usar fraldas em breve. Vão acabar-se as idas aos fraldários. Mas confesso que vou ter saudades. É que, casas de banho para crianças em condições são ainda mais raras que bons fraldários.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110814666371456638?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110814666371456638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110814666371456638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2005_02_06_archive.html#110814666371456638' title='Fraldários'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110814661688522062</id><published>2005-02-11T18:29:00.000Z</published><updated>2005-02-11T18:30:16.886Z</updated><title type='text'>Lugares prioritários</title><content type='html'>A questão é recorrente. Uma família mete-se no carro para ir a um centro comercial, ao supermercado, a um parque, a um armazém. Chega ao local e passa meia hora à procura de lugar para o carro. Se tem filhos de colo tem de os transportar por parques de estacionamento gigantescos, no meio dos outros carros. E porquê? Porque em Portugal parece que há uma dificuldade endémica de as grandes superfícies ou os locais públicos reservarem espaços de estacionamentos prioritários. Há muitos lugares para deficientes. E ainda bem. Há até uma lei que obriga os centros comerciais a terem acessos especiais para cadeira de rodas. Mas para as famílias os lugares são raros e quando existem, muitas vezes são tão apertados que nem sequer dão para tirar a criança do banco de trás!&lt;br /&gt;O pior exemplo que conheço é o do Corte Inglés. Como é que um armazém que vive da visita das famílias se dá ao luxo de não ter lugares prioritários junto das entradas principais?! Para mim é um mistério!&lt;br /&gt;Acho que só no dia em que as famílias com crianças pequenas boicotarem os grandes centros comerciais, recusando-se a fazer visitas regulares, a comprar nas suas lojas e a utilizar as suas infra-estruturas, é que os empresários vão perceber que é preciso dar uma atenção especial às famílias. Só que nessa altura vai ser tarde demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110814661688522062?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110814661688522062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110814661688522062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2005_02_06_archive.html#110814661688522062' title='Lugares prioritários'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110441689765972846</id><published>2004-12-30T14:28:00.000Z</published><updated>2004-12-30T14:28:17.660Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/143/1547/640/ss17zj.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/143/1547/320/ss17zj.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pela boca...&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110441689765972846?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110441689765972846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110441689765972846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_12_26_archive.html#110441689765972846' title=''/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110441667423370634</id><published>2004-12-30T14:04:00.000Z</published><updated>2004-12-30T14:24:34.233Z</updated><title type='text'>A catástrofe da estupidez</title><content type='html'>O meu amigo Jorge Pires enviou-me este mail. Com a respetiva fotografia.&lt;br /&gt;«Na SIC Notícias, entrevistaram portugueses que partiram, depois da tragédia, para a Tailândia, mantendo os planos de férias. Uma dessas pessoas era Dulce Ferreira. Dulce  Ferreira respondeu que já tinha as férias marcadas, que não tinha ficado nada preocupada com o que tinha acontecido, porque os pais, que lá  estavam, tinham enviado uma sms a dizer que tinha havido 'uns tsunamis e umas coisas', mas estavam bem. Quando a jornalista lhe pergunta se estava  triste com toda a situação, Dulce Ferreira responde 'sim, claro, agora já  não vou ter todas as condições de férias que iria ter se por acaso não  tivesse acontecido nada disto. Por outro lado, estou contente, porque vejo  as coisas mais ao natural, como elas são, sem turistas'»&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Respirar fundo, contar até 10)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dulce Ferreira é apenas a face visível de um mal nacional. A ignorância.&lt;br /&gt;Dulce Ferreira não tem culpa. Pelo menos não tem 100 por cento de culpa. Falou no aeroporto, para uma jornalista insistente, e disse o que sentia, o que lhe ia na alma. Foi egoísta, insensível, fria e inconveniente. Mas não deve ser má pessoa... Claramente desconhecia que na altura em que falou, já havia 20 mil mortos, a maioria crianças, e que uma mãe portuguesa tinha perdido o filho de oito meses, arrancado dos seus braços pela segunda onda. Não é má pessoa... Só pecou por ser ignorante. A metáfora não é feliz, muito menos nesta altura, mas Dulce Ferreira deu-lhe um novo significado: «Pela boca morre o peixe». E morreu também a possibilidade de Dulce Ferreira se poder voltar a olhar no espelho, sem ter vergonha.&lt;br /&gt;Hoje, são já 100 mil mortos. A maioria crianças. Estamos todos de luto. percebemos que somos muito pequeninos e que o planeta não nos vê como seres superiores e invencíveis. Será esta a metáfora da Natureza para nos fazer reflectir sobre a nossa vida no Novo Ano? A mim já me fez repensar uma data de coisas. E a preservar todos os momentos que tenho com a minha família. Espero que sirva para que as Dulces Ferreiras deste país aprendam alguma coisa... Mas por outro lado... Há pessoas que nunca aprendem.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110441667423370634?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110441667423370634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110441667423370634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_12_26_archive.html#110441667423370634' title='A catástrofe da estupidez'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110407080382174486</id><published>2004-12-26T14:20:00.000Z</published><updated>2004-12-26T14:20:03.820Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/143/1547/640/fungaga.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/143/1547/320/fungaga.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;«Fungagá da Bicharada» até 6 de Fevereiro no Teatro Trindade&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110407080382174486?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110407080382174486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110407080382174486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_12_26_archive.html#110407080382174486' title=''/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110407003780962676</id><published>2004-12-26T14:05:00.000Z</published><updated>2004-12-26T14:07:17.810Z</updated><title type='text'>Fungagá</title><content type='html'>Quando eu era pequenino, as músicas do José Barata Moura faziam parte do meu dia-a-dia. Cresci com elas. Eram tão presentes que até ter para aí oito ou nove anos, achava que faziam parte das coisas lá de casa. Que eram da família. O meu pai comprou-me todos os singles e ouvimo-los vezes sem conta. E um dia comprou-me um LP. Chamava-se «Fungagá da Bicharada».&lt;br /&gt;O nosso país é pequenino, mas tem pessoas muito grandes. O José Barata Moura é uma dessas pessoas. As suas músicas foram, são e serão uma fonte de inspiração, educação, diversão para milhares de miúdos. Foram para mim.&lt;br /&gt;È por isso que o melhor adjectivo que tenho para a peça «Fungagá da Bicharada» é:  Comovente.&lt;br /&gt;Primeiro, porque dar cara nova às músicas da minha infância e torná-las ainda mais brilhantes não é só uma proeza do encenador e dos actrores que estão em palco. È um acto de amor. Depois, porque dar às crianças de 2004 sons com trinta anos, e vê-las vibrar, como eu vibrava, é um sinal de que, apesar de tudo, as coisas boas prevalecem. E as crianças são sempre o melhor público, porque não sabem mentir.&lt;br /&gt;Passei a manhã de hoje no Teatro da Trindade com o meu filho e a minha sobrinha. Foi a primeira peça de teatro para ambos. Começaram em grande! Ele adorou. Ao intervalo pedia mais. E só se deixou derrotar pelo sono, a ressaca de um Natal com quilos de prendas. No final, a minha sobrinha, que se aguentou sempre acordada, pediu para repetir!&lt;br /&gt;Este ano, tive o previlégio de ver grandes espectáculos ao vivo. Estive no Rock in Rio, fui ao Coliseu ver o «Cats». Mas de todos, o que mais me comoveu foi o «Fungagá da Bicharada». Por ser tão meu, tão nosso. E agora... Por ser tão do meu filho e da minha sobrinha.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;PS: Obrigado Joana pela excelente prenda de Natal.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110407003780962676?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110407003780962676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110407003780962676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_12_26_archive.html#110407003780962676' title='Fungagá'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110356579753298009</id><published>2004-12-20T18:03:00.000Z</published><updated>2004-12-20T18:03:17.533Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/143/1547/640/band%20aid%202.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/143/1547/320/band%20aid%202.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;It´s Christmas time, there's no need to be afraid...&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110356579753298009?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110356579753298009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110356579753298009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_12_19_archive.html#110356579753298009' title=''/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110356559226706481</id><published>2004-12-20T17:58:00.000Z</published><updated>2004-12-20T17:59:52.266Z</updated><title type='text'>Band Aid 20</title><content type='html'>«It was twenty years ago today»... Mas lembro-me como se fosse hoje. De repente fiquei a saber que havia um país chamado Etiópia, onde as crianças morriam à fome. Tinha 10 anos e as imagens de crianças magras, de barrigas inchadas e olhos e lábios cheios de moscas, pareceu-me tirada de um filme de terror. Mas eram verdade. E de tão repugnantes que eram, tinham conseguido acordar o mundo da Pop Britânica da letargia em que vivia.&lt;br /&gt;Lembro-me de ver o vídeo clip da Band Aid original quando entrou para o Top 20. Estavam lá todos os que me começavam a chamar para a música. O McCartney, o Bono, o Sting, os Duran Duran, os Wham... Era pequeno, mas pedi o single ao meu pai. Ainda o tenho. Ouvi-o vezes sem conta. No Verão do ano seguinte, estive colado ao televisor no dia 13 de Junho. O espectáculo Live Aid foi o meu primeiro concerto.&lt;br /&gt;Ainda hoje me surpreende como é que foi possível juntar tanta gente, tantas editoras, tantos artistas e fazer uma coisa daquelas. No meio de uns anos 80 materialistas e virados para o culto do eu, a Band Aid foi a prova que pela música se pode ser altruísta e ajudar a combater as injustiças.&lt;br /&gt;Vinte anos depois, as coisas em África mudaram pouco. «The Christmas bells that ring there, are the clanging chimes of doom». Por isso, ainda faz sentido falar de Band Aid. E comprar um CD single por 4 euros,, sabendo que se pode estar a fazer a diferença.&lt;br /&gt;A versão de 2004 é muito mais Zen... Mas espelha vinte anos de música, de mundo, de evolução. E não fica nada aquém do original.&lt;br /&gt;É lugar-comum deixar a solidariedade para o Natal. E também é lugar-comum dizer que se fôssemos solidários, todos os dias, não era preciso fazer Band Aid’s.&lt;br /&gt;Mas eu não gosto de lugares-comuns... E prefiro pensar que, se em 365 dias, reservarmos um que seja para pensar que há crianças a morrer de fome. E aproveitarmos uma campanha para tentar remediar esse mal... Já estamos a fazer a diferença. Foi por isso que comprei o Band Aid 20. Feliz Natal.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110356559226706481?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110356559226706481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110356559226706481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_12_19_archive.html#110356559226706481' title='Band Aid 20'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110311117036655509</id><published>2004-12-15T11:46:00.000Z</published><updated>2004-12-15T11:46:10.366Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/143/1547/640/pai_natal.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/143/1547/320/pai_natal.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Merry Christmas&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110311117036655509?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110311117036655509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110311117036655509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_12_12_archive.html#110311117036655509' title=''/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110311099504764823</id><published>2004-12-15T11:42:00.000Z</published><updated>2004-12-15T11:47:54.130Z</updated><title type='text'>Patál</title><content type='html'>O meu filho já sabe quem é o Pai Natal. Descobriu-o outro dia num centro comercial. Não se intimidou muito com as barbas brancas e adorou o balão que a ajudante de Pai Natal do momento lhe estendeu. Pediu outro. Depois, chegou a casa e ajudou a família a montar a árvore de Natal. O ajudar do meu filho é, essencialmente, não partir nada e deixar o pai e a mãe enfeitarem a árvore.&lt;br /&gt;Agora, adora ver as luzes a acenderem-se assim que chega a casa. E sempre que entra na sala parece que descobre novamente que há um canto diferente. Ocupado por dexzenas de embrulhos e uma árvore carregada de enfeites. Estende o dedo e exclama: «Olha... Patál!». E continua na dele.&lt;br /&gt;Confesso que eu e a mãe estávamos à espera de um verdadeiro massacre à árvore de Natal. E até já tínhamos disposto as prendas de forma a evitar um acesso livre aos ramos mais baixos. Mas não. O meu filho adoptou uma postura completamente civilizada em relação à árvore e às prendas. Bem... Ainda só passou uma semana desde que a árvore está montada. E já só faltam 10 dias para o Natal...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110311099504764823?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110311099504764823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110311099504764823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_12_12_archive.html#110311099504764823' title='Patál'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110311092061738603</id><published>2004-12-15T11:41:00.000Z</published><updated>2004-12-15T12:07:51.586Z</updated><title type='text'>Pilme</title><content type='html'>Uma semana antes de o meu filho nascer, os meus colegas de trabalho deram-me uma prenda de aniversário &lt;em&gt;suis géneris&lt;/em&gt;. Uma caixa de três DVD de animação. Disseram que a prenda era para ele, e não para mim. Na altura achei que ainda iam passar alguns anos antes de o meu filho ligar a filmes como «Monstros e Companhia», «Lillo and Stich» ou «A Bela e o Monstro». Puro engano. Há mais ou menos uma semana que não quer outra coisa. Acorda de manhã, e antes de dizer «Leite!», diz «Pilme!» Ou seja, pede para ver , pela enésima vez, um filme de animação.&lt;br /&gt;À cautela, e porque eu e a mãe, somos apreciadores do género, fomos comprando alguns filmes. Sorte a nossa. Temos pelo menos uns dez títulos para ir rodando. Mas o nosso filho já vai na quinta rodada do «Lillo and Stich» e já perdi a conta às vezes que viu a «Fomiga Z»!&lt;br /&gt;A situação está a tornar-se tão dramática que eu e a mãe estamos a ponderar seriamente medidas drásticas. Do tipo, desligar a televisão em casa e só a ligar quando for a altura de ver um filme. Isto, claro, contando que aguentamos o choro sofrido do nosso filho, e a birras, de cada vez que carregamos no STOP.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110311092061738603?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110311092061738603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110311092061738603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_12_12_archive.html#110311092061738603' title='Pilme'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110268791169744793</id><published>2004-12-10T14:11:00.000Z</published><updated>2004-12-10T14:11:51.696Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/143/1547/640/jp_sorriso.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/143/1547/320/jp_sorriso.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um sorriso&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110268791169744793?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110268791169744793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110268791169744793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_12_05_archive.html#110268791169744793' title=''/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110268745919405281</id><published>2004-12-10T14:02:00.000Z</published><updated>2004-12-10T14:04:19.193Z</updated><title type='text'>É meu!</title><content type='html'>Será que as crianças sabem o que é a propriedade? Ou começam a dizer «é meu!» porque vêm os adultos a fazer o mesmo? O meu filho começou a dizer «é meu!» no passado fim-de-semana. Estava com a prima. E a disputa era sobre os carrinhos e restantes brinquedos que ambos tinham que partilhar. O meu filho adora carros. &lt;a href="http://paternus.blogspot.com/2004_12_05_paternus_archive.html#110268731045924475"&gt;É a sua nova paixão&lt;/a&gt;. E foi o primeiro item que agarrou junto ao peito e reclamou como sendo da sua posse exclusiva.&lt;br /&gt;Não foi tanto a frase que me surpreendeu. Mas a forma como foi dita. Como foi gritada. De certeza que ele aprendeu no infantário as regras da posse e a necessidade de a manter e preservar. Mas deve ter aprendido também que com a posse vem sempre o medo de a perder.&lt;br /&gt;É tão pequenino e já sabe o princípio básico da sociedade capitalista contemporânea... E já aprendeu que só há uma maneira de preservar as coisas que prezamos... Gritando!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110268745919405281?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110268745919405281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110268745919405281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_12_05_archive.html#110268745919405281' title='É meu!'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110268731045924475</id><published>2004-12-10T14:00:00.000Z</published><updated>2004-12-10T14:01:50.460Z</updated><title type='text'>Cáua</title><content type='html'>O meu filho adora carros. Foi de repente. Um dia eram as bolas, os Legos, os livros... No outro, eram os carros. Não sei se foi um autocarro de dois andares que lhe comprámos em Londres. Ou se foi a descoberta dos carrinhos da &lt;em&gt;Matchbox&lt;/em&gt;, que a avó guardou numa arca e que noutros tempos eram umas das principais razões porque o pai e o tio se pregavam à pancada... Mas a verdade é que o meu filho está a desenvolver uma obsessão pelas viaturas com rodas.&lt;br /&gt;Cada vez que vamos na rua fica vidrado nos automóveis, autocarros, motas e todos os veículos com e sem motor que se atravessam no caminho. Abre muito os olhos e exclama: «Cáua! Gande!».&lt;br /&gt;Em casa, só brinca com carrinhos. Grandes, pequenos, com música, com bonecos... E quando se cansa dos carrinhos a três dimensões, pega em catálogos de automóveis e folheia-os vezes sem conta. Já reconhece o carro do pai e do avô. E está-se a ver que se o pai natal lhe trouxer um carrinho maior no sapatinho, não o vai largar um segundo...&lt;br /&gt;A minha mulher leu num livro da especialidade que se devem dar às raparigas brinquedos com arestas e aos rapazes brinquedos macios, para combater os estereótipos sociais de os rapazes serem mais violentos e as raparigas mais delicadas. Mas o meu filho nunca ligou a brinquedos macios, e embora não tenhamos feito nenhum esforço para ele ter «brinquedos de rapazes», a verdade é que foi um brinquedo de rapaz que ele escolheu... Fazer o quê?&lt;br /&gt;Se calhar está tudo mesmo definido à nascença. As raparigas vão gostar de Barbies, tachinhos e de pintar dentro das linhas. E os rapazes preferem as bolas, os joelhos arranhados e muitos carrinhos nos bolsos para estarem sempre prontos para a brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110268731045924475?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110268731045924475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110268731045924475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_12_05_archive.html#110268731045924475' title='Cáua'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110207353199823123</id><published>2004-12-03T11:29:00.000Z</published><updated>2004-12-03T12:30:07.566Z</updated><title type='text'>Asneiras</title><content type='html'>O meu filho começou a portar-se mal. Ou melhor. A sua &lt;a href="http://paternus.blogspot.com/2004_05_02_paternus_archive.html"&gt;Média de Asneiras por Minuto (MAM)&lt;/a&gt; subiu vertiginosamente nas últimas semanas. Vai daí, e tentando seguir à risca os manuais de educação de crianças, decidimos começar a dar-lhe pequenos castigos.&lt;br /&gt;Dizem os entendidos que por cada ano de vida se devem dar um minuto de castigo a uma criança. Mais é desnecessário e pena demasiada. Menos, não faz diferença nenhuma e a criança julga que é mais uma brincadeira.&lt;br /&gt;Com o meu filho, a teoria não resulta. Quando lhe ralhamos, nem sequer liga. Na maioria das vezes devolve as nossas reprimendas com uma gargalhada. E faz pior. A única solução é retirá-lo do local da asneira e afastá-lo momentaneamente da actividade asneiral. E aguentar os seus gritos de fúria.&lt;br /&gt;Às vezes tentamos dialogar... Ou melhor, tentamos explicar-lhe que depois de uma asneira vem um momento de pena. E que é melhor ele não repetir. Nada feito! Ele não quer nem saber. E até já desenvolveu um esquema de mudar de assunto e de falar de outras coisas! O puto é uma peste!&lt;br /&gt;Esta noite, tentámos uma táctica diferente. Ele não queria dormir, nem sequer fazer uma tentativa para adormecer na nossa cama. Virava-se, saltava, fazia trinta por uma linha. Decidimos pô-lo no quarto dele e deixá-lo dois minutos sozinho. Chorou. Gritou. Durante dois minutos. A nós pareceram-nos vinte... E depois, quando entrámos no quarto estava sem uma lágrima. Tinha sido tudo fita!&lt;br /&gt;A verdade é que se acalmou... Percebeu que tinha passado o risco e a seguir fizemos todos as pazes... E adormeceu ao pé de nós, dez minutos depois, com um sorriso nos lábios.&lt;br /&gt;E nós ficamos com os remorsos. É terrível, mas os principais castigados num castigo, são os castigadores. Parece um paradoxo... É claramente paradoxal... Mas é verdade. Não consigo deixar de me sentir culpado quando tenho que dar uma reprimenda ao meu filho. Ele é tão pequenino... E apesar de ser um grande safado, só quer brincar, só quer atenção, não faz por mal...&lt;br /&gt;A ideia de que os podemos educar, controlar, conduzir é tão absurda... Nem sequer estamos perto. Porque mesmo quando temos a ilusão de ter o poder nas mãos, são eles que nos comandam.&lt;br /&gt;Por isso... Sou capaz de mudar de táctica novamente. Mais cedo ou mais tarde o meu filho vai perceber que há asneiras que não deve fazer. E mais cedo ou mais tarde vai deixar de fazer essas asneiras e começar a fazer outras... Ainda piores! Por isso, o melhor é aproveitar agora!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110207353199823123?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110207353199823123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110207353199823123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_11_28_archive.html#110207353199823123' title='Asneiras'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110184149585402068</id><published>2004-11-30T18:56:00.000Z</published><updated>2004-11-30T19:07:33.713Z</updated><title type='text'>Escolha inevitável</title><content type='html'>Era demais. O Presidente da República também percebeu que era demais. Os pais, os bebés, as mães, todos os portugueses, não podiam aguentar mais. O Presidente da República demitiu o primeiro-ministro. Vai haver eleições.&lt;br /&gt;O que significa que nos deram a possibilidade de escolher. Agora a responsabilidade é nossa. Votar é o único momento que a democracia nos dá para expressarmos a nossa vontade.&lt;br /&gt;Como pais , temos a responsabilidade de escolher pelos nossos filhos. Sabendo que estamos a escolher o futuro deles. É engraçado como depois de sermos pais, tudo parece girar à volta desta questão: Escolher o melhor para eles.&lt;br /&gt;Talvez tenha sido essa a ideia que passou pela cabeça de Jorge Sampaio esta tarde, quando decidiu dissolver a Assembleia da República. O nosso Presidente escolheu dar-nos a escolha a nós. E deve querer, como qualquer pai, que nós estejamos à altura dessa responsabilidade.&lt;br /&gt;Por mim, pela minha família, pelo meu filho, muito obrigado.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110184149585402068?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110184149585402068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110184149585402068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_11_28_archive.html#110184149585402068' title='Escolha inevitável'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110172935889825429</id><published>2004-11-29T11:37:00.000Z</published><updated>2004-11-29T15:51:33.460Z</updated><title type='text'>Metáfora boçal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há milhares de famílias em Portugal que tiveram que passar pelo drama de ter um bebé prematuro. Durante meses estiveram à cabeceira da encubadora sem poderem agarrar o seu filho, sem o poderem beijar, à espera que ele crescesse e tivesse força para encarar o mundo. Para essas famílias, a chegada de um novo membro é lembrada com angústia. Foi um período que preferem esquecer. Que passou. Uma batalha que venceram... Os que a venceram... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta razão basta, para dizer que utilizar a metáfora de um bebé prematuro, que é pontapeado e agredido «pelos irmãos mais velhos», para caracterizar o mau Estado em que está o Governo, não é só um acto de mau gosto. É um acto de uma inqualificável falta de sensibilidade. De falta de bom senso. De falta de respeito. De falta de educação. De falta de moralidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas foi o que o primeiro-ministro Santana Lopes fez ontem, em &lt;a href="http://www.tsf.pt/online/portugal/interior.asp?id_artigo=TSF156604"&gt;Vila Pouca de Aguiar.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas há mais... Todos os anos morrem centenas de crianças vítimas de maus tratos. Esses maus tratos acontecem maioritáriamente no seio familiar. Basta lembrar o caso da pequena Joana, no Algarve... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E no entanto, o nosso primeiro-ministro achou que a melhor maneira de nos dizer que está a ser pressionado, que não tem condições para governar, era comparar-se a um bebé numa encubadora a ser violentamente agredido «pelos membros da sua própria família».&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ser o chefe de um Governo que não foi eleito é difícil. Ser primeiro-ministro por decreto presidencial é uma tarefa que exige sangue frio e capacidade de encaixe. A sombra da ilegitimidade sempre presente pode até originar ataques de pânico. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas passar do stress ao mau gosto, à insanidade, ao insulto a milhões de famílias, é cometer suicídio político. Já se sabia que Santana Lopes estava rodeado de incompetentes. Que os seus assessores de imagem são jovens carreiristas, que têm no currículo demasiados erros para poderem ser recomendáveis. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas este tipo de falta de consciência, de falta de seriedade, ofende. Muito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando anunciou ao país que iria dar a Santana Lopes a possibilidade de ser primeiro-ministro, o Presidente da República garantiu que ia estar vigilante. É, por isso, ao Dr. Jorge Sampaio que eu peço: Dissolva este Governo. Penalize estes governantes. Em nome de todos os pais e de todos os bebés prematuros. Em nome de um país que não pode, não aguenta mais, este nível de insulto, este nível de alarvidade política. Um país cansado da boçalidade e da mediocridade intelectual que Santana Lopes trouxe à governação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em nome de Portugal, demita-o.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110172935889825429?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110172935889825429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110172935889825429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_11_28_archive.html#110172935889825429' title='Metáfora boçal'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110129793558736847</id><published>2004-11-24T12:05:00.000Z</published><updated>2004-11-24T12:05:35.586Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/143/1547/640/jpculos.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/143/1547/320/jpculos.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110129793558736847?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110129793558736847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110129793558736847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_11_21_archive.html#110129793558736847' title=''/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110129722433342807</id><published>2004-11-24T11:51:00.000Z</published><updated>2004-11-24T11:53:44.333Z</updated><title type='text'>What A Wonderfull World </title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;I see trees of green, red roses too&lt;br /&gt;I see them bloom for me and you&lt;br /&gt;And I think to myself what a wonderful world.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I see skies of blue and clouds of white&lt;br /&gt;The bright blessed day, the dark sacred night&lt;br /&gt;And I think to myself what a wonderful world.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The colors of the rainbow so pretty in the sky&lt;br /&gt;Are also on the faces of people going by&lt;br /&gt;I see friends shaking hands saying how do you do&lt;br /&gt;They're really saying I love you.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I hear babies crying, I watch them grow&lt;br /&gt;They'll learn much more than I'll never know&lt;br /&gt;And I think to myself what a wonderful world&lt;br /&gt;Yes I think to myself what a wonderful world.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Louis Armstrong&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110129722433342807?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110129722433342807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110129722433342807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_11_21_archive.html#110129722433342807' title='What A Wonderfull World '/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-110087448900810054</id><published>2004-11-19T14:26:00.000Z</published><updated>2004-11-19T14:33:30.466Z</updated><title type='text'>Homens importantes</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;São normalmente inflexíveis. Distantes. Muito poderosos. Quando nos olham, medem-nos a alma, ao mesmo tempo que nos testam o pulso. São donos de impérios económicos. Mas são pessoas. E nalguns casos, são pais.&lt;br /&gt;Há uns dias estive com um destes homens. A ocasião era de festa. Descontraída. Mas ele lá estava. Rodeado pelas pessoas que dependem dele. Que o olham com respeito, e atrevo-me a dizer, com temor. Estava jovial, mas sempre com uma postura de domínio sobre tudo o que o rodeava. Os filhos também lá estavam E pareciam ser os únicos que o olhavam de maneira diferente. Para eles, aquele homem não era a pedra basilar de um edifício empresarial. Era o pai. E estava em casa. Numa festa. Por isso, também para os miúdos, era uma noite especial.&lt;br /&gt;A meio da noite, houve um momento de música. A sala organizou-se para ouvir, ao vivo, as vozes lamentadas do fado. As atenções de todos estavam nas guitarras, nas vozes. Mas não sei porquê, o meu olhar resvalou para aquele homem.&lt;br /&gt;Tinha-se sentado no chão. E a filha mais nova estava sentada ao colo dele. Ele beijava-lhe os cabelos com muita ternura e ela sorria, animada.&lt;br /&gt;Talvez porque eu me apanhe muitas vezes naquela mesma posição com o meu filho. Talvez porque a ternura e a humanidade do momento me fizeram repensar aquele homem, naquele ambiente. A verdade é que me comovi.&lt;br /&gt;Um homem, por mais poderoso que seja, só é verdadeiramente um homem, quando é capaz de beijar um filho e o acolher no seu colo em qualquer ocasião, mesmo quando à sua volta estão as pessoas que dependem dele, que trabalham para ele, que o veneram. Naquela noite, tive a certeza que aquele era um homem importante. Não sei bem porquê, mas fez-me sentir muito mais seguro...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-110087448900810054?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110087448900810054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/110087448900810054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_11_14_archive.html#110087448900810054' title='Homens importantes'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-109948413384596131</id><published>2004-11-03T13:14:00.000Z</published><updated>2004-11-04T11:31:44.673Z</updated><title type='text'>Londres</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;Londres é a minha cidade de eleição. Talvez por isso já a tenha visitado mais vezes que o Porto, Coimbra ou Beja... Londres é, das cidades do mundo onde já estive, a única em que não são precisos mais que uns minutos para me sentir em casa.&lt;br /&gt;A minha mulher não conhecia Londres e a viagem estava prometida há muito tempo. A única dúvida, que nunca chegou bem a ser uma dúvida, era se levávamos o nosso filho ou se optávamos por um fim-de-semana a dois.&lt;br /&gt;Prevaleceu a tese de que as férias são para a família e embarcámos num avião da British Airways com destino a Heathrow. Os três. Por seis dias.&lt;br /&gt;Optámos por viajar com pouca bagagem. Já bastava o lastro que levávamos de recomendações e maus presságios que os familiares mais neuróticos se encarregaram de aviar! Curioso é que apenas o avô pensou que seria boa ideia, em vez de grandes discursos, sugerir um fim-de-semana a cinco, com direito a baby-sitting... Por impossibilidades de agendas, ficou adiado para uma outra ocasião, mas ficou o registo da ideia. E lá fomos ver o Big Ben, a Estação de Paddington, o Hyde Park e todos esses ícones que fazem de Londres uma cidade única.&lt;br /&gt;Foram seis dias fantásticos. Viajar com uma criança de 20 meses tem grandes vantagens... Uma delas é não ficar em filas à entrada dos museus. E também tem grandes diferenças. Para começar, os dias acabam às seis da tarde. Londres é uma cidade com uma vida nocturna das mais animadas da Europa, mas pouco própria para bebés. Por outro, um bebé de 20 meses pode tornar-se temperamental, se o cansarmos demasiado... Por isso, é prudente fazer dias curtos.&lt;br /&gt;Mas Londres é uma cidade preparada para famílias. O que ajuda bastante. Desde logo porque os autocarros estão preparados para que se possa entrar com o carrinho de bebé, aberto, e sem ter que acordar as crianças. E depois, porque em qualquer lugar, entrar com uma criança é sinónimo de atendimento VIP. Enfim... Diferenças...&lt;br /&gt;O único senão é a comida. Os ingleses são famosos por comerem mal, e em matéria de comida de bebé, levam isso ao extremo. Não me interpretem mal, a comida é de excelente qualidade, proveniente de agricultura biológica, e feita com os maiores cuidados. Mas por alguma razão, os ingleses acham que uma criança de 20 meses quer comer caril, carneiro à Grega ou tarte campestre. Tudo muito condimentado, cheio de ervas aromáticas e muito tomate! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O meu filho detestou a comida inglesa. E obrigou-nos a malabarismos para conseguirmos dar-lhe uma alimentação que não passasse apenas por papas Cérelac e leite. Mas conseguimos! E ele não perdeu peso! E acabou por comer carne, ovos, sopa e fruta, tal como se estivesse em Portugal... O que um pai não faz no estrangeiro!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Antes de partirmos, pensávamos que seis dias num país estrangeiro, com uma criança pequena, era uma aventura. E quando regressámos, soube a pouco. É sempre assim com Londres. Fica sempre a vontade de lá voltar... E depressa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-109948413384596131?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/109948413384596131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/109948413384596131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_10_31_archive.html#109948413384596131' title='Londres'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-109948406229346996</id><published>2004-11-03T13:13:00.000Z</published><updated>2004-11-03T12:20:02.246Z</updated><title type='text'>Hamleys</title><content type='html'>Os ingleses dizem que é a maior loja de brinquedos do mundo. Não tenho a certeza se é ou não, mas tenho a certeza que é a mais fantástica.&lt;br /&gt;São cinco andares de brinquedos. Divididos por estilo, idade, marcas. E só existe uma regra. As crianças podem brincar com todos os brinquedos.&lt;br /&gt;O meu filho passou duas horas na Hamleys da Regent Street. Mexeu em centenas de brinquedos, partiu alguns, e no final estava completamente extasiado. Nessa noite, dormiu que nem um anjo, com um sorriso nos lábios. Via-se que estava contente.&lt;br /&gt;Para os donos da Hamleys, compensa ter umas centenas de brinquedos estragados por dia. A loja está sempre cheia, e não só de turistas. E toda a gente compra alguma coisa. Nós comprámos livros e prendas. E nem sequer gastámos uma fortuna, o que em Londres é fácil de acontecer.&lt;br /&gt;Já tinha visitado a Hamleys duas vezes, mas nunca com uma criança. Ver aquela loja pelos olhos do meu filho fez-me perceber que a opção de criar um grande centro de brincadeira para crianças e jovens é uma ideia genial. E estupidamente simples.&lt;br /&gt;Mas enfim, em Lisboa, uma destas tardes, o meu filho colocou as mãos no vidro de uma montra de brinquedos. Tinha acabado de destruir uma bolacha de aveia e por isso sujou a montra com migalhas peganhentas. A gerente da loja só faltou chamar o segurança. Risquei aquela loja da minha lista de prendas de Natal.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-109948406229346996?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/109948406229346996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/109948406229346996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_10_31_archive.html#109948406229346996' title='Hamleys'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-109948409363334929</id><published>2004-11-03T13:12:00.000Z</published><updated>2004-11-03T12:18:35.543Z</updated><title type='text'>Diferenças</title><content type='html'>Londres e Lisboa não são muito diferentes. Quer dizer. Eles guiam pela esquerda, têm os polícias com chapéus altos e têm o Big Ben... Mas de resto, não há assim muitas diferenças. Tal como em muitas outras áreas, a grande diferença entre ingleses e tugas é a atitude.&lt;br /&gt;Os ingleses podem ser snobs, ter uma maneira peculiar de celebrar vitórias futebolísticas e não ligar a dias de chuva. Mas acima de tudo são civilizados. E isso nota-se mais quando se viaja com uma criança.&lt;br /&gt;Não é só o facto de tudo estar preparado para receber famílias. O que em Lisboa é raro. Nem sequer é a questão de as pessoas respeitarem os sinais que indicam que aquela entrada, aquela bilheteira, aquele elevador é para pais com cadeirinhas... O que em alguns supermercados portugueses é apenas uma figura de estilo!&lt;br /&gt;Os ingleses respeitam mesmo as famílias. E vão ao ponto de nem sequer porem a hipótese de não lhes dar tratamento preferencial.&lt;br /&gt;No metro, por exemplo. Em nenhuma estação me pediram o bilhete, pela simples razão de que eu levava uma criança ao colo. Faziam mesmo má cara se eu fazia o gesto de procurar no bolso os pedaços de papel que me davam o direito a usufruir daquele transporte. O mesmo nos autocarros. Se eu fosse o português médio, tinha andado sem pagar durante uma semana em qualquer transporte londrino. Mas eu nunca fui bom nesses esquemas. E eles merecem que não se ludibrie o sistema.&lt;br /&gt;E depois houve o episódio da entrada no aeroporto, que surge como epíteto daquilo a que eu passei a chamar, a inevitabilidade das atitudes.&lt;br /&gt;À entrada das salas de embarque em Lisboa, um segurança solícito reparou que o nosso filho ia a dormir na sua cadeirinha e mandou-nos passar, sem termos que fechar a respectiva cadeirinha e passá-la pelo aparelho de raio X. Mas o seu colega, funcionário de outra empresa de segurança, e ainda mais solícito, decidiu que a cadeirinha do meu bebé era um item que merecia atenção. Por isso, obrigou-nos a acordar a criança e a retirá-la da cadeirinha.&lt;br /&gt;No regresso, em Heathrow, deu-se a mesma situação. Escaldados pela experiência da Portela e certos que as malhas da segurança em Londres são muito mais apertadas, pensámos que seria melhor acordar a criança, e garantir que ela não ficava rabugenta. Eis senão quando, uma funcionária da polícia inglesa nos pede para não incomodarmos o bebé. E nos explica que a cadeira pode ser revistada sem o acordar. E nos ajuda a passar a cadeira por uma entrada especial para cadeiras, que evita o detector de metais.&lt;br /&gt;Não gosto de dizer mal das coisas portuguesas. Acho que, com as variáveis que temos, estamos todos a fazer um grande esforço para este país não ir ao fundo. Mas às vezes é tão fácil fazer bem um trabalho simples... Para quê complicar?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-109948409363334929?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/109948409363334929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/109948409363334929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_10_31_archive.html#109948409363334929' title='Diferenças'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-109948402554947121</id><published>2004-11-03T13:11:00.000Z</published><updated>2004-11-03T12:19:25.273Z</updated><title type='text'>Férias</title><content type='html'>Não há nada como ir de férias. Principalmente depois de mais de um ano sem uma pausa. As férias são aquele tempo em que parece que não há tempo. Em que podemos pôr tudo em dia. E em que, irremediavelmente, os dias se tornam curtos para tudo o que temos que fazer.&lt;br /&gt;Quando se tem uma criança de 20 meses o tempo é ainda mais escasso. Por um lado, porque não queremos perder a oportunidade de passar todos os momentos com o nosso filho. E por outro, porque ele também se apercebe que os pais estão mais tempo por dia com ele... E por isso, exige muito mais tempo, só para ele!&lt;br /&gt;Fomos de férias finalmente! Duas semanas inteiras só para a família! E já se foram! Passou tão depressa! Foi tão rápido! Se calhar foi porque passamos metade de tempo a preparar uma viagem a Londres e a outra metade a descansar da viagem!&lt;br /&gt;O meu filho adorou as férias dos pais. Mas agravou a sua angústia da separação. É que depois de estar o mês de Agosto todo fora da escola, já tinha recuperado dos seus choros matinais à porta do infantário. E estas férias fora de tempo puseram tudo outra vez na estaca zero. Enfim... Nada é perfeito.&lt;br /&gt;Mais uma lição para pais jovens, com férias fora de estação. Não mudem muito a rotina aos vossos rebentos. Eles podem ficar com muito mau feitio!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-109948402554947121?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/109948402554947121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/109948402554947121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_10_31_archive.html#109948402554947121' title='Férias'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-109354053597403395</id><published>2004-08-26T18:15:00.000+01:00</published><updated>2004-08-26T18:15:35.973+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/143/1547/640/3.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/143/1547/320/3.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-109354053597403395?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/109354053597403395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/109354053597403395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_08_22_archive.html#109354053597403395' title=''/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-109354037178140594</id><published>2004-08-26T18:11:00.000+01:00</published><updated>2004-08-26T18:12:51.780+01:00</updated><title type='text'>Primos</title><content type='html'>Alguma coisa acontece entre primos que é muito especial. Talvez seja o facto de não serem irmãos, e por isso, não terem de partilhar o amor dos pais. Talvez seja por não se verem muitas vezes, ou por se verem sempre aos fins-de-semana. Mas há, de facto, qualquer coisa entre os primos.&lt;br /&gt;Uma ternura, uma competição, uma ironia especial. E quando são bebés, como o meu filho e a minha sobrinha, uma energia que os une e que os torna harmonia em estado de filhotes.&lt;br /&gt;Levei o meu filho a passar o fim-de-semana com a prima. Ela tem mais um ano e um mês que ele. É uma miúda linda, coquete, muito querida e doce. Mas também é teimosa e cheia de personalidade quando é preciso. O meu filho é... Bom... Digamos apenas que eles partilham todos os genes de doçura e de feitio...&lt;br /&gt;É fácil de imaginar o que se segue. Passei o fim-de-semana de mão dada ora com um, ora com outro, ora com ambos, em passeios pela praia ou pelo paredão... A correr atrás de um, de outro, de ambos. Em infinitos jogos com bola, leituras, brincadeiras, cantigas! Foi um fim-de-semana fantástico! E o mais engraçado é que acho que eles os dois foram quem mais gostou!&lt;br /&gt;A alegria que se desenhava nos seus sorrisos quando se viam de manhã. As cumplicidades que se criaram em 48 horas, e a tristeza da despedida, mesmo que breve, levam-me a adivinhar que vão ser muito amigos... Se não forem já os melhores amigos!&lt;br /&gt;O que mais me comoveu foi ver naquelas duas crias uma alegria e uma liberdade que ultrapassa todos os problemas, todos os lastros que inevitavelmente as famílias acumulam. Ali, em estado puro, estava a prova de que a geração seguinte pode sempre fazer melhor.&lt;br /&gt;Tudo bem... Eles ainda são crianças e têm muito tempo para se darem mal! Mas deixo-me sonhar um bocadinho... E vou vigiando as suas brincadeiras na praia, enquanto eles me deixam.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-109354037178140594?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/109354037178140594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/109354037178140594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_08_22_archive.html#109354037178140594' title='Primos'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-109343300797633345</id><published>2004-08-25T12:23:00.000+01:00</published><updated>2004-08-25T12:23:27.976+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/143/1547/640/1.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/143/1547/320/1.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-109343300797633345?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/109343300797633345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/109343300797633345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_08_22_archive.html#109343300797633345' title=''/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-109273513697226518</id><published>2004-08-17T10:29:00.000+01:00</published><updated>2004-08-17T10:34:37.573+01:00</updated><title type='text'>Areia</title><content type='html'>Foram precisos quinze dias, mas finalmente ontem, o meu filho sentou-se pela primeira vez na areia da praia. A luta entre aquelas coisas pequeninas que arranham o rabo e a vontade de explorar do meu filho durou duas semanas e mais qualquer coisa. E a curiosidade venceu. Sentou-se na areia, com um balde cheio de água do mar e algas à frente e brincou durante alguns minutos. Depois decidiu lavar os pés dentro do balde e acabou com a brincadeira.&lt;br /&gt;Aconteceu tudo na praia de São Lourenço, Ericeira. Acho que a principal razão para a resistência do meu filho é que esta praia tem uma areia inusitadamente grossa. Sem exagero, cada grão deve ser o quádrupulo de um grão de areia de qualquer praia algarvia. Daí a desconfiança do miúdo.&lt;br /&gt;Outro factor que estava a pesar era a irregularidade do terreno. Aquele incómodo de andar sempre a torcer os tornozelos e a meter os pés em buracos. E depois há o barulho do mar e as algas e as raquetas e as bolas!&lt;br /&gt;Mas eu gosto de praia! Adoro! Desde pequenino que sou daqueles frequentadores que ficam até às oito da noite dentro de água... Ou na areia. O meu filho é que andava desconfiado.&lt;br /&gt;Pois. Mas agora já é um banhista como os outros. Já se enche de areia, atira água em todas as direcções. Qualquer dia ainda o apanho deitado debaixo do chapéu-de-sol a ler o Expresso.&lt;br /&gt;Mas este passo do meu filho é também um sinal de que ele está a crescer. Muito. Que está a dominar os medos e que se está a emancipar. Está a ficar grande. Esta coisa de colocar os pés na areia tem algo de emblemático. Lembra os navegadores portugueses a chegarem ao Brasil, os astronautas a colocarem um pé na Lua. Marca o momento, deixando uma marca na areia.&lt;br /&gt;Nós não assistimos em directo. Estamos ambos a trabalhar. Apesar disso, fazemos todos os dias 30 quilómetros de ida, e mais 30 de volta, para podermos gozar um misto de praia e escritório e proporcionar ao nosso filhote umas férias de praia. Os avós tiraram fotografias digitais e ao fim do dia vimos com nostalgia a mais uma conquista do nosso filhote.&lt;br /&gt;O Verão quando chega, não é para todos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-109273513697226518?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/109273513697226518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/109273513697226518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_08_15_archive.html#109273513697226518' title='Areia'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-109240494381146216</id><published>2004-08-13T14:46:00.000+01:00</published><updated>2004-08-13T14:49:03.810+01:00</updated><title type='text'>Partimpim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há coisas assim. Uma voz, uma guitarra e basta. Está feita a magia. Não acontece muitas vezes, é certo, mas quando acontece surgem álbuns como «&lt;a href="http://www.adrianapartimpim.com"&gt;Adriana Partimpim&lt;/a&gt;». A escolha das músicas, as interpretações, a graça e o trabalho de enquadramento das faixas, através dos resumos explicativos. É tudo perfeito. E é um álbum para crianças. Ou para os pais darem às crianças. Ou para os pais se maravilharem com as músicas e com isso fazerem as suas crianças mais felizes.&lt;br /&gt;Partimpim tem tudo o que é preciso para ser um dos dez melhores álbuns da minha vida. Tem a ternura. Tem a meninice. E tem a voz de Adriana ao mais alto nível. É um álbum que se ouve de ponta a ponta, vezes sem conta. E já substitui as «Canções de embalar» na minha aparelhagem. O meu filho adora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-109240494381146216?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/109240494381146216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/109240494381146216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_08_08_archive.html#109240494381146216' title='Partimpim'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-109083625896611296</id><published>2004-07-26T11:03:00.000+01:00</published><updated>2004-07-26T11:06:43.900+01:00</updated><title type='text'>Road Books</title><content type='html'>O rali Safari disputa-se no Quénia e é uma das provas automobilísticas mais difíceis do mundo. É considerado pela maioria dos pilotos como o Inferno dos ralis. Daí que, como em quase todas as provas deste género, ano após ano, os pilotos passem entre si os road book do ano anterior, com novas anotações sobre os perigos no caminho, de modo a que os novos concorrentes os possam evitar. Nos outros ralis, a cedência do road book é considerada uma cortesia, desportivismo em estado puro. No rali Safari é uma questão de sobrevivência.&lt;br /&gt;Com a paternidade, é mais ou menos assim. Há uns tempos fomos sair com uns amigos que iniciaram a viagem da paternidade. Ela está grávida de seis meses e eles estão agora a perceber que o bebé vem a caminho e que muito em breve vão deixar de sonhar com o quarto pintado de cor de rosa e os brinquedos arrumados por cores e ter de se preocupar com coisas terrenas, como se há fraldas, se há infantário, se há tempo!&lt;br /&gt;Eles são os pilotos inexperientes. Que se preparam para iniciar o Safari. É nós, para mal dos nossos pecados, não conseguimos evitar ser os pilotos veteranos que acham que devem passar o seu road book de 17 meses de paternidade, para os ajudar no percurso.&lt;br /&gt;Grande erro! Qualquer futuro pai sabe que uma das coisas mais irritantes que pode haver são pais experientes, de meses, a tentarem ajudar-nos no caminho! &lt;br /&gt;Eu devia saber isso! Quando estava à espera do meu filho detestava ouvir as bocas paternalistas dos meus futuros camaradas de paternidade: «Isso é fácil!», «Não há crise, depois dos dois meses passa!», «Uma das coisas que faz mais falta é ter um bom carrinho... E leve!». Mas o que é que eles sabiam?! Comigo ia ser tudo diferente! Para melhor!&lt;br /&gt;Não foi. Quer dizer, nalgumas coisas foi, mas as dicas deram imenso jeito. Nesta coisa da paternidade, o road book é indispensável. Pelo menos para nos livrar de situações limite. Mas a verdade é que, ao contrário do rali Safari, o percurso de um pai é sempre diferente dos seus antecessores. Por muitos road book que nos entreguem pelo caminho, por muitos conselhos bem intencionados, o nosso caminho é só nosso. Para o bem e para o mal. Temos que o descobrir sozinhos e ninguém nos consegue orientar.&lt;br /&gt;Por isso, fica aqui lavrado o meu pedido de desculpas ao nosso casal amigo. A vossa aventura vai ser tão fantástica como a nossa! Mas vai ser vossa. Por muitos conselhos que vos possa ter dado... Vai ser maravilhosa! Única. E não se preocupem... A Luísa não vai gritar «Bólha!» a todos os objectos redondos que vislumbrar no espaço de 50 km! As miúdas são sempre mais sensatas! &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-109083625896611296?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/109083625896611296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/109083625896611296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_07_25_archive.html#109083625896611296' title='Road Books'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108971353648697837</id><published>2004-07-13T10:42:00.000+01:00</published><updated>2004-07-13T18:04:39.796+01:00</updated><title type='text'>Eles não percebem</title><content type='html'>Nove da manhã. Há pelos menos três sacos para levar, por pai. O meu filho já fez as birras matinais do leite, do vestir e do calçar. E está a começar a birra do colo. Grita «Cóla, cóla!» e pendura-se nas minhas calças. Quer sair e ir para o infantário. A mãe já tem os sacos na mão, já pôs a comida no &lt;em&gt;thermos&lt;/em&gt; e já lhe preparou uma muda de roupa. Estamos prontos para sair. Desde que acordámos, até ao momento presente, passou uma hora. Mas, finalmente, estamos prontos... Para começar mais um dia de trabalho.&lt;br /&gt;Quem não tem filhos não percebe... Bem, também há quem tenha filhos e não perceba... Mas esses, ou têm avós em serviço permanente, ou amas e afins... Ou então, estão-se marimbamdo e deixam tudo nas costas da mãe... Também há esses... Mas, há de tudo neste mundo... &lt;br /&gt;Quem não tem filhos não têm que se preocupar com este tipo de coisas, como saídas de casa, fins de semana, idas ao jardim. Mas, para quem tem, uma simples saída matinal com uma criança de 17 meses é uma aventura logística... Diária. &lt;br /&gt;E esta é só uma das coisas que quem não tem filhos não percebe. Outra é a dos programas &lt;em&gt;after dinner&lt;/em&gt;, das reuniões que dão para tarde e dos fins de semana relâmpago. &lt;br /&gt;Eu sei que é difícil explicar. Mas para os pais sairem à noite, sem pré-aviso de 24 horas, é necessário que avós ou baby sitters de serviço, estejam sempre a postos. E isso, infelizmente, não funciona assim. Depois, é preciso que a criança colabore. E que não faça birra. E que jante a horas. E que se porte bem.&lt;br /&gt;No caso dos fins de semana, o problema não é só logístico mas de produção. É preciso saber se o sítio para onde se vai tem cama para bebé, ou se é necessário levar a cama de viagem. E há ainda a parafernália de coisas que é preciso transportar sempre que se vai de férias. Ou seja, o equivalente a todas as coisas que a criança precisa no dia-a-dia, mais aquelas que ela não precisa mas que pode vir a precisar. É assim, mais ou menos, como um exército a deslocar-se... Nos tempos do Império Romano.&lt;br /&gt;Mas talvez o que mais incomode os pais não seja a incompreensão dos não-pais, mas o seu olhar estupefacto, a raiar o paternalista, quando lhes explicamos porque é que não podemos ir ao cinema, ou a um barzinho naquela noite... Com um aviso de apenas meia hora. &lt;br /&gt;No seu mundo, livre de encargos paternais, não cabe o conceito de: «Não vamos sair, porque esta semana ainda não estivemos uma noite com o nosso filho». É inconcebível, patético, lamechas... É uma prisão! Estes pais são passados dos carretos! Que exagero! E outras coisas do género, sempre ditas com escárnio e com uma pontinha de superioridade e arrogância. &lt;br /&gt;Mas para um pai, não estar duas noites seguidas com o filho, porque quando se chega a casa dos avós ele já adormeceu e nos limitamos a transportá-lo para casa e a deitá-lo na cama dele, é tão irrecuperável como perder a travessia de Vénus! &lt;br /&gt;As crianças crescem demasiado depressa! E quando nos apercebemos que ele já se senta no sofá a ver televisão, atento e na dele, sem ligar aos adultos que o rodeiam, sabemos que estamos um passo mais afastados do bebé que segurámos ao colo e demos biberão, e só queremos correr para ele e abraçá-lo e beijá-lo... Mas ele só quer ver o canal Panda!&lt;br /&gt;Eles não percebem. Tudo bem... Não os condeno... Isso passa,  quando tiverem filhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108971353648697837?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108971353648697837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108971353648697837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_07_11_archive.html#108971353648697837' title='&lt;strong&gt;Eles não percebem&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108920525445013237</id><published>2004-07-07T13:28:00.000+01:00</published><updated>2004-07-07T14:00:54.450+01:00</updated><title type='text'>Armazéns</title><content type='html'>Adoro grandes armazéns. É uma coisa que me ficou de pequenino. A minha avó paterna sempre me contou as histórias de prateleiras e prateleiras de doces que enfeitavam o harrods em Londres, onde a rainha Vitória entrava e escolhia as coisas sem pagar... Era Rainha... Para a Rainha era como se fosse à dispensa lá de casa!Eu imaginava as filas de brinquedos e os quilómetros de escadas rolantes... Quando era miúdo, tive o privilégio de ainda visitar o Grandela e o Chiado antes de arderem, pela mãe da minha avó materna. O labirinto dos stands e as cores escuras das escadas eram inebriantes... De sonho. &lt;br /&gt;Desde pequeno, os grandes armazéns são, para mim, como os grandes museus. A maneira como os artigos estão expostos, os empregados, a cultura de armazém tem um lado de Velha Europa que me seduz. Chamem-me foleiro... mas é assim mesmo que eu os sinto.&lt;br /&gt;Nos dias que correm, uma visita ao El Corte Inglés é, por isso, mais do que uma visita ao antro do consumismo e dos saldos porreiros. É uma viagem ao meu imaginário. A Londres e Paris. Às prateleiras cheias de brinquedos e àquele cheiro a esperança e a fartura que antecede o Natal. E que se entrenha por todo o lado, à mistura com o frio de Dezembro.&lt;br /&gt;Ontem, foi a vez de levar o meu filhote nessa viagem. É preciso dizer desde já que, qualquer ida com o meu filho a uma grande superfície é, por estes dias, uma aventura. Está numa fase em que de um momento para outro se tramnsforma de menino bem comportado, sentado no seu carrinho, tipo bebé Chicco, numa peste que só quer correr para todo o lado, derrubar prateleiras e fazer estragos. Já banimos do nosso itenerário o Carrefour e o Continente... &lt;br /&gt;Mas o Corte Inglés, é o Corte Inglés... Pensava eu... Um armazém assim é um mundo para uma criança e ele vai distrair-se! Vais ser fixe!&lt;br /&gt;Engano puro! Acabou por ser a mesma coisa de sempre. O pai experimenta sapatos enquanto a mãe passeia com o filho por todo o piso. Depois é o pai que dá voltas e mais voltas na secção de Desporto, enquanto a mãe compra umas calças! Um tormento! E para piorar, o meu fiho desenvolveu uma obsessão por bolas de futebol desde o Euro 2004. Ontem não para de gritar «Bóla!» para tudo o que era lado... E derrubava todas as bolas de futebol que encontrava pela frente! AInda tenteiu apresentar-lhe as bolas de basquete..: mas foi pior a emenda que o soneto!&lt;br /&gt;Mas, bem vistas as coisas, o saldo não foi negativo. O Corte Inglés é, para já, a grande superfície onde ele se portou melhor. Sobrevivemos sem termos que entrar em despesas... E os saldos são mesmo óptimos!&lt;br /&gt;Além disso, os elevadores panorâmicos foram um sucesso! Já combinei com a mãe. Da próxima vez, um de nós fica com ele a andar da subcave para o quinto andar e para baixo, vezes sem conta, enquanto o outro vai fazer compras... Depois trocamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108920525445013237?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108920525445013237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108920525445013237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_07_04_archive.html#108920525445013237' title='&lt;strong&gt;Armazéns&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108920560907873066</id><published>2004-07-07T13:01:00.000+01:00</published><updated>2004-07-07T14:06:49.076+01:00</updated><title type='text'>E nuestros niños?</title><content type='html'>Não há bela sem senão. &lt;br /&gt;É o maior Corte Inglés da Península. Tem o melhor supermercado de Lisboa. Os saldos são fabulosos! As áreas de produtos de desporto e para a casa são imperdíveis. &lt;br /&gt;Mas não tem duas coisas essenciais para famílias! Lugares de estacionamento no parque para Pais com crianças e caixas prioritárias no supermercado! Imperdoável. &lt;br /&gt;Até porque o parque tem lugares hiper espaçosos para deficientes e o supermercado  tem empregados muito simpáticos que estão sempre prontos ajudar. &lt;br /&gt;É caso para perguntar aos «nuestros hermanos»&lt;blockquote&gt;: Coño! qué pasa tios? Que non entienden que tenemos hijos?! E nuestros niños?!&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Depois admiram-se que a taxa da natalidade em Espanha baixe de ano para ano... &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108920560907873066?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108920560907873066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108920560907873066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_07_04_archive.html#108920560907873066' title='&lt;strong&gt;E nuestros niños?&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108897849092941419</id><published>2004-07-04T22:46:00.000+01:00</published><updated>2004-07-04T23:01:30.930+01:00</updated><title type='text'>Birras</title><content type='html'>O meu filho está na fase das birras. Sempre que alguma coisa o contraria, sempre que alguém não faz exactamente aquilo que ele pede ou quer, senta-se no chão e abre a goela, num choro estridente que tem o condão de pôr todos os adultos num raio de 100 Km a andar à roda para tentar perceber o que a criança quer. Dizem, no infantário, que faz a mesma coisa, mas que apenas o faz com uma educadora, a que ele prefere e que o acompanha desde os 4 meses.&lt;br /&gt;O meu filho já aprendeu que para se seguir em frente neste mundo é preciso pressionar, lutar pelo que se quer e quando estamos derrotados, berrar a plenos pulmões. Pelo menos assim, chateamos o vencedor até às lágrimas.&lt;br /&gt;Confesso que a minha vontade esta noite era sentar-me no chão e berrar. Eu que acreditei sempre na nossa Selecção, que suei frio e quase tive um enfarte nos jogos da segunda fase. Eu que continuo a adorar ver o Figo jogar à bola. Hoje só me apetecia sentar-me no chão e chorar, até que o árbitro tivesse pena de mim e voltasse a dar início à partida... E desta vez ganhávamos 5-0... &lt;br /&gt;Mas isso agora... Já não adianta... &lt;br /&gt;Assim que o jogo terminou olhei para o meu filho. Estava, como de costume, a fazer uma malandrice qualquer na cozinha da avó. Completamente indiferente às lágrimas do Cristiano Ronaldo e do Rui Costa. Quando ele tiver idade para perceber o que é uma final de um Campeonato Europeu... Lá para 2012... Já o Ronaldo vai ser o patrão da selecção e o Figo e o Rui Costa vão estar a fazer comentários na RTP. Talvez nessa altura ele grite bem alto um golo de Portugal numa final... E não faça nenhuma birra!&lt;br /&gt;Esta noite, veio a dormir até casa. Não havia buzinas na rua. E suspirou de consolo ao meu colo quando o tirei da cadeirinha e o levei para casa e para a cama dele. &lt;br /&gt;A partir de amanhã, voltamos ao normal. Já não vai haver cachecóis, caras pintadas e toda a parafernália de coisas que nos enfeitaram a alma durante os últimos dias. De certeza que o meu filho vai continuar a fazer birras quando se sentir contrariado e a gritar «bólha!» sempre que vir as imagens de um relvado na televisão. &lt;br /&gt;Estamos todos um pouco mais velhos... E um pouco mais sábios... Mas continuamos a ter vontade de fazer uma birra sempre que este maldito futebol nos contraria o desejo de sermos campeões!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108897849092941419?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108897849092941419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108897849092941419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_07_04_archive.html#108897849092941419' title='&lt;strong&gt;Birras&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108867536696556879</id><published>2004-07-01T10:31:00.000+01:00</published><updated>2004-07-01T10:52:08.863+01:00</updated><title type='text'>Bólha!!!</title><content type='html'>Estava-se a ver. Com tanto futebol, tanto grito de golo e tanta buzinadela nas ruas, o meu filho ia ficar viciado. Quase um mês depois do início do Euro 2004, só quer bola. No sentido literal, e não no do desporto-rei. &lt;br /&gt;A loucura vai a tal ponto que, no outro dia, eram 8 da manhã e estávamos nós envolvidos na azáfama matinal dos banhos, pequenos-almoços, arranja a mochila do bebé, prepara o termos com a  comida, veste e muda a fralda, e a criança só pedia: «Bólha!»&lt;br /&gt;E saltava para o chão e agarrava numa das muitas bolas que nós lhe oferecemos e fazia-a saltar, chutava-a, enfim, jogava com ela, como se estivéssemos na segunda parte do prolongamento do Portugal-Inglaterra e fosse necessário fazer um golo.&lt;br /&gt;Confesso que uma das primeiras prendas que lhe dei foi uma réplica da bola oficial da Liga dos Campeões. Por isso, não é de espantar que ele esteja condicionado. Nem sequer me incomoda muito a obcessão. Ainda bem que o meu filho gosta de futebol. Ainda bem que não tem medo de uma bola. Ainda bem que corre pela relva.&lt;br /&gt;O futebol é o desporto mais bonito do mundo. Os estádios cheios de gente. Aqueles 22 atletas a desenharem magia no relvado. Os gritos de golo. A emoção do penalty falhado. E por fim o apito libertador do árbitro, a confirmar a vitória ou a libertar-nos da humilhação da derrota. O futebol é o verde da relva e é o branco das linhas, mas é da cor de todos os corações generosos que se entregam ao jogo pelo jogo, sem mais, nem menos. &lt;br /&gt;E é a «Bólha». Quer ela seja dominada pelos pés do Figo, quer seja pedida por um puto de 16 meses às sete da manhã, ainda antes do biberão com o leite matinal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108867536696556879?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108867536696556879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108867536696556879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_06_27_archive.html#108867536696556879' title='&lt;strong&gt;Bólha!!!&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108782832247191655</id><published>2004-06-21T15:13:00.000+01:00</published><updated>2004-06-21T15:37:10.706+01:00</updated><title type='text'>Goooolo!</title><content type='html'>Adoro futebol. Respiro futebol. Sofro por quem ganha e por quem perde. E gostava muito que todas as equipas que estão no Euro 2004 fossem campeães europeias... Bem... Talvez não gostasse de ver os alemães a erguer a taça... Mas de resto, gosto dos outros todos! A sério! &lt;br /&gt;Quando estou num estádio, ou em casa, o que ultimamente tem sido a regra, transformo-me. Fico colado ao televisor. Grito, esperneio, ando de roda, levo as mãos à cabeça. Ontem, não foi excepção. Como todos os corações generosos, dei o meu apoio, sem reservas, à Selecção Nacional. Quando o Nuno Gomes marcou o golo, saltei do sofá e parecia que estava em campo. Gritei, soquei o ar e disse um ou dois palavrões. E depois... Olhei para a cara do meu filho, que me olhava espantado. &lt;br /&gt;Desde muito cedo que o meu filhote aprendeu a levantar os braços quando ouve o pai, ou a mãe, gritarem golo. Gosta de futebol. Tem pelos menos meia dúzia de bolas de futebol, algumas das quais oficiais. Adora correr na relva e anda a aprender a chutar.&lt;br /&gt;Mas ontem, olhava-me com uma expressão perplexa. O que é que se estaria a passar com aquele adulto que urrava e esperneava, por causa de uma coisa que estava a dar na televisão.&lt;br /&gt;Durante uns segundos, acho que ele ponderou chorar um protesto. Depois, a mãe pegou-lhe ao colo e assegurou-lhe que estava tudo bem e que o pai estava só muito contente. &lt;br /&gt;A cena repetiu-se no final do encontro. O pai devorador de futebol voltou a gritar um «Ganhámos!», saído das profundezas da sua alma de adepto, e o bebé voltou a olhar para ele com um misto de condescendência e de pavor.&lt;br /&gt;Depois, saímos todos para a rua a buzinar. O bebé atrás, maravilhado com um cachecol que saía pela janela e ele podia morder à vontade. O pai a buzinar e a acenar aos adeptos que gritavam a plenos pulmões nas ruas. Demos uma volta de meia hora. O tempo suficiente para que a euforia desse lugar ao pragmatismo. O bebé queria dormir. Nós estávamos estafados... E afinal... Só passámos aos quartos de final. &lt;br /&gt;Esta quinta-feira repetimos a dose. Entretanto, o meu filho começa a aperceber-se que agora há futebol todos os dias na televisão. E pode ser que se habitue aos meus gritos... Ou os comece a ignorar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108782832247191655?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108782832247191655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108782832247191655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_06_20_archive.html#108782832247191655' title='&lt;strong&gt;Goooolo!&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108603530485722430</id><published>2004-05-31T21:27:00.000+01:00</published><updated>2004-05-31T22:16:47.353+01:00</updated><title type='text'>Paul McCartney</title><content type='html'>Quando eu era miúdo... Mesmo muito miúdo... Comprar um disco era um luxo. Um single, ainda se conseguia cravar às avós no Natal. Mas um LP era coisa para meninos ricos. Cheques disco era coisa que só alguns iluminados, principalmente aqueles que tinham irmãos mais velhos, é que tinham acesso. Mais do que isso, quando se comprava um single tinha-se a certeza que se estava a investir numa música de que se gostava. Comprar um LP era um risco. E se só se ouvi uma música? Se as outras não valessem nada? &lt;br /&gt;Tudo bem... Eu sei que isto não acontecia a toda a gente. Mas no meu núcleo de amigos era assim que a gente pensava as coisas... Mas também... Só tínhamos 9 anos...&lt;br /&gt;Quando disse ao meu pai que queria o LP «Give my regards to Broad Street» ele olhou para mim e perguntou: «Tens a certeza»? Eu anui. A empregada da loja de música do Apolo 70 retirou o disco do escaparate e entregou-mo, sem saco nem nada. O dinheiro dos anos foi entregue... Na altura, um LP devia custar para aí 800 escudos... &lt;br /&gt;Cheguei a casa e ouvi-o horas seguidas. Como seria de esperar, risquei-o rapidamente, mas só em zonas que não faziam mossa!.&lt;br /&gt;Aprendi a falar inglês e a entendê-lo como segunda língua por causa daquele álbum. Devo tê-lo plagiado em composições centenas de vezes. Frases feitas que saídas de uma música encaixavam na perfeição no final de um texto sobre o que quer que fosse...&lt;br /&gt;A doença agravou-se. Tornei-me fã do Mccartney Beatle, do McCartney Wings e do McCartney Solo. Em 1989 fiquei a ver partir os autocarros com o Marcelo Rebelo de Sousa e mais 100 privilegiados que foram a Madrid ver um dos primeiros concertos ao vivo, em mais de 20 anos... E tive inveja... Muita inveja.&lt;br /&gt;Quando na sexta feira entrei no recinto do Rock in Rio, todas estas ideias ecoavam na minha cabeça. A paixão não é a mesma, é certo. Não comprei sequer o último álbum para não ter de admitir que a fonte secou e que salvo raras excepções, o Paul McCartney não faz uma música decente há pelo menos 5 anos. Mas estar a 15 metros daquele homem. Ouvir aquelas músicas. Ser parte integrante daquele espectáculo. Era um sonho tornado realidade.&lt;br /&gt;Fui com a minha mulher, depois de muito ponderar se o devia fazer ou não. Sabia que, tratando-se do Paul McCartney, poderia estar inclinado a fazer maluquisses, como esperar de pé mais de três horas pelo início do concerto, só para guardar um lugar nas primeiras filas... E não a queria obrigar a esse sacrifício. Mas ela aguentou, estoicamente, e até gosto muito do espectáculo.&lt;br /&gt;Pois é... Estava tudo perfeito, o sonho a tornar-se realidade, eu e ele ali, a 15 metros um do outro, a entoar o «Yesterday»... E em quem é que eu penso? No meu filho. &lt;br /&gt;Tinha-o deixado em casa dos avós e naquele momento, que devia ser de êxtase total, só quero saber se ele está bem, se não bateu com a cabeça num móvel, se comeu bem, se já está a dormir. Felizmente há telemóveis. Liguei e dei ao meu pai o prazer de ouvir os primeiros acordes do «Drive my car», ao vivo! Grande subterfúgio! E no entretanto, fiquei a saber que estava tudo bem com o meu filhote... Tudo normal... E o concerto continuou por mais uma hora...&lt;br /&gt;Gostei muito... Mas a magia já não está lá... Aquela parte do meu coração onde eu guardava as músicas do Paul McCartney, os dribles do Platini e as curvas à chuva do Ayrton Senna, tem outro morador... Ou melhor... O morador anexou todas as partes do meu coração disponíveis e enche-as diariamente... O McCartney não tem a culpa... O meu filho é que está a crescer...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108603530485722430?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108603530485722430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108603530485722430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_05_30_archive.html#108603530485722430' title='&lt;strong&gt;Paul McCartney&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108603354528974378</id><published>2004-05-31T20:45:00.000+01:00</published><updated>2004-05-31T20:59:40.043+01:00</updated><title type='text'>Primeiros passos</title><content type='html'>Um pequeno passo para a Humanidade, mas um grande passo para os pais. O meu filho começou a andar. &lt;br /&gt;Fez 15 meses e achou que não valia a pena gatinhar mais. As crianças são mesmo assim. Quando menos se espera surpreendem-nos. O primeiro passo, quer dizer, o oficial, foi dado à frente da mãe, e de uns amigos. Privilegiados espectadores da maior façanha que o meu miúdo de 15 meses realizou, desde que disse «Paííí», com muitos assentos no Í!&lt;br /&gt;Em menos de um segundo deixei de ter um bebé e passei a ter o que os americanos apelidam de «toddler», ou seja, qualquer entre o miúdo e o puto, mas com pronúncia da Virgínia do Norte!&lt;br /&gt;Agora começa uma nova fase. A do retirar-lhe da frente os obstáculos e fechar os olhos às tangentes desenhadas aos móveis, às esquinas, às paredes... E de muito sangue frio para o apanhar do chão e não o cobrir de beijos de cada vez que ele cai. Não lhes podemos mostrar que a cada queda o nosso coração se parte, senão quando quiserem a chave do carro desatam a atirar-se para o chão... E como se sabe, o único que consegue o que quer quando se atira para o chão é o João Pinto... E mesmo esse vai sair do Sporting! &lt;br /&gt;Diziam-me os entendidos, ou seja, os outros pais que já passaram por isto, que quando eles começam a andar é que é! Diziam-no com um sorriso malicioso, do tipo «Achas que foi difícil até aqui? Não perdes por esperar!». E eu engolia em seco e tentava convencer-me que não era nada assim. Que o meu filho, assim que começasse a andar, ia dominar a técnica perfeitamente e que já não me tinha que preocupar com andar atrás dele a ampara-lhe as quedas. Bem... Essa fase, de facto, melhorou... Mas... Ele é rápido... E quando mete a primeira e arranca... Enfim... Fui promovido de pára quedas a polícia sinaleiro... Infelizmente, o filho sai ao pai e não respeita a autoridade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108603354528974378?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108603354528974378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108603354528974378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_05_30_archive.html#108603354528974378' title='&lt;strong&gt;Primeiros passos&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108428791717056571</id><published>2004-05-11T16:04:00.000+01:00</published><updated>2004-05-11T18:42:59.910+01:00</updated><title type='text'>Pequenas diferenças</title><content type='html'>Num dos melhores argumentos de cinema do século XX, Quentin Tarantino escreve a serguinte frase, que depois coloca na boca do John Travolta: «Sabes qual é a coisa mais engraçada em relação à Europa? As pequenas diferenças». A frase aplica-se que nem uma luva à paternidade. &lt;br /&gt;Antes de o bebé chegar, os pré-papás e as pré-mamãs podem ter uma de duas atitutdes. Ou anseiam pela mudança, ou passam a vida a converncer-se de que não vai mudar nada, que só vai haver mais uma pessoa lá em casa e que o resto se vai manter na mesma. É óbvio que ao fim de uma semana, das duas uma, ou elegeram um dos membros da família como ama de serviço e continuam de facto a fazer tudo o que faziam dantes, ou então perceberam que estavam errados... Muito errados. Para esses, a paternidade faz muita diferença.&lt;br /&gt;Para quem esperava a mudança, com mais ou menos ansiedade, como eu, a paternidade instala-se e vai mudando tudo, de mansinho. E ao fim de um ano, numa altura em que se faz o balanço, damos conta de que à nossa volta o mundo se transformou. È o mesmo, só que está um pouco diferente.&lt;br /&gt;Antes de o meu filho nascer, o top 10 da minha aparelhagem estava ocupado com nomes Caetano Veloso, Tom Jobim ou Chico Buarque. Hoje, o disco mais pedido é «Canções de Embalar». O meu filho aprendeu a pedir múscia, e embora também lhe agrade o jazz e a bossa nova, prefere de longe as vozes da Sara Tavares e do João Afonso a contar carneirinhos.&lt;br /&gt;E o top de canais de televisão mais vistos vai pelo mesmo caminho. O Panda está a ganhar aos pontos à SIC notícias e com um bocadinho de sorte, uma das primeiras frases complexas que o meu filho vai articular daqui a uns tempos vai ser «Dá cá o comando!» Está-se mesmo a ver tenho que começar a pensar em comprar a assinatura do Canal Disney.&lt;br /&gt;Outra coisa que mudou foi a decoração. Eu e a minha mulher gostamos muito das influências hindus, e por isso as cores berrantes já faziam parte da nossa mobília e acessórios. Mas peças de lego, bolas de futebol, roedores e ursos de peluches são os objectos mais vísiveis em qualquer divisão da casa. Já para não falar das chuchas. Uma em cada divisão, para precaver birras.&lt;br /&gt;E depois há os hábitos diários... Dantes, chegava a casa depois de um dia de trabalho, atirava-me para o sofá e deixava os neurónios adormecer em frente à televisão. Agora... Quando o meu filho decide que já chega de brincadeira, gargalhadas, birras e gritaria e me vem pedir para o adormecer, lá para as 23:30, só tenho tempo de me arrastar até à cama... Ou corro o risco de adormecer no sofá e só acordar na manhã seguinte. &lt;br /&gt;Dantes também ia mais vezes ao ginásio... Agora passo mais vezes de joelhos e de gatas, a correr atrás do meu filho... Não queima tantas calorias, não tem tanto glamour, mas é aérobico.&lt;br /&gt;No fundo, não mudou nada... E mudou tudo. Acho que quem mudou mais fui eu. A minha maneira de olhar para as coisas. As minhas necessidades e as minhas exigências. As coisas sem as quais não podiam passar e que agora me parecem absolutamente banais. As pequenas diferenças que agora constroem o meu mundo e sem as quais, essas sim, já não sou capaz de viver. &lt;br /&gt;E pensar que daqui a uns anos vou ter saudades dos dias em que andava de gatas à procura de mais uma tampa que rolou para baixo de um móvel enquanto o meu filho berra «Tá ti, pai tá ti!»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108428791717056571?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108428791717056571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108428791717056571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_05_09_archive.html#108428791717056571' title='&lt;strong&gt;Pequenas diferenças&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108395130177416690</id><published>2004-05-07T18:29:00.000+01:00</published><updated>2004-05-07T18:55:34.606+01:00</updated><title type='text'>MAM</title><content type='html'>Para um pai de primeira viagem não há nada melhor que um indicador. Uma estatística comprovada por anos e anos de estudos que assegure que o seu rebento está a crescer bem, a desenvolver-se, a ganhar peso. &lt;br /&gt;Desde os tempos em que o Dr. Benjamin Spock andava no primeiro ano de faculdade que se estuda o desenvolvimento das crianças e se criam parâmetros que possam controlar e quantificar esse crescimento. O escrutínio é permanente. Os pais tornam-se verdadeiros corretores da bolsa do desenvolvimento infantil. Atentos a margens mínimas, a ganhos e a perdas e a estratégias para melhorar índices de crescimento.&lt;br /&gt;Desde que nascem, as crianças estão sob o escrutínio rígido de vários indicadores, que atestam a sua vitalidade, resposta, capacidade de adaptação, enfim, um sem número de factores que vão mapeando o crescimento.&lt;br /&gt;Quando chegam aos 16 anos, os miúdos queixam-se invariavelmente dos testes e dos métodos de avaliação das escolas. Mas comparados com os índices de Aphgar, Percentil e perímetro cefálico, os testes do sistema nacional de educação são canja.&lt;br /&gt;No Diário de Bridget Jones há uma personagem que adora comparar com as amigas os índices do seu mais recente rebento. De tal forma que até exagera os número e rebentas as escalas para o colocar sempre à frente dos outros. Para ele ser o melhor.. &lt;br /&gt;Imagino que haja pais assim. Para quem tudo não passa de competição. Para quem um filho é um projecto, um cavalo de corrida, uma cotação que é preciso manter ou elevar... Há gente para tudo. &lt;br /&gt;Eu não sou assim. Ou melhor... Tento não ser. Não gosto de competição, isso é um facto. Nunca gostei. Sou daqueles que prefere ver um Portugal-Brasil acabar empatado 4-4, com os jogadores comovidos e o público aos abraços. E no que toca a crianças, acho que não faz sentido nenhum mapeá-las com tanto rigor. Cada uma tem o seu tempo, o seu espaço, o seu ritmo.&lt;br /&gt;Mas como também não quero ficar à margem da história, decidi dar o meu contributo para a ciência. E por falta de originalidade, decidi criar um novo índice. &lt;br /&gt;Uma coisa muito empírica, nada científica, mas eficaz. Produto de uma análise rápida e sem grandes controlos. Um relógio, uma criança e observação, somente observação. Achei que era preciso uma sigla e dei-lhe o nome de MAM - Média de Asneiras por Minuto. Ou seja, o tempo médio entre cada candeeiro deitado abaixo, cada cadeira virada, cada brinquedo atirado, cada birra, cada choro irritado.&lt;br /&gt;Um MAM elevado é sinal de vitalidade, boa disposição, saúde e bem estar. Um MAM baixo é sinal de alerta. Um MAM regular significa crescimento, e também alguma restruturação no mobiliário de casa. &lt;br /&gt;Com o meu filho tem funcionado. Estou curioso para saber se funciona com todos os bebés. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108395130177416690?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108395130177416690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108395130177416690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_05_02_archive.html#108395130177416690' title='&lt;strong&gt;MAM&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108297344529717312</id><published>2004-04-26T10:45:00.000+01:00</published><updated>2004-04-26T11:01:38.216+01:00</updated><title type='text'>Abril</title><content type='html'>No dia 25 de Abril de 1974 a minha mãe levou-me à varanda da nossa casa, ali no Campo Grande, para eu ver as tropas do MFA passar. Não sei se ela me explicou que lá em baixo, na rua, passavam homens corajosos, que se preparavam para libertar o país. Mas é o mais provável. &lt;br /&gt;Nos anos que se seguiram, os meus pais fizeram questão de me levar a todas as manifestações. De tal maneira, que me recordo de, aos quatro anos, estar em cima de uma macieira a cantar  o «Venceremos com as armas que temos na mão», com o punho esquerdo erguido.&lt;br /&gt;Para mim, o 25 Abril é uma das datas mais comoventes do calendário. Fico sempre com um nó na garganta quando vejo as imagens do Carmo. Para mim, o Capitão Salgueiro Maia é um dois heróis portugueses do século XX. Sem dúvida absolutamente nenhuma. &lt;br /&gt;O meu filhote ainda liga pouco a manifestações. Ontem, levei-o ao Parque das Nações. Não vimos cravos, nem manifestações. A razão é só uma. Pragmática, Estava muito calor, muito sol e ele é pequenino. Na Av. da Liberdade não há assim tantas sombras e o Parque das Nações estava cheio de crianças e com uma aragem que vinha do rio que tornava o ar suportável. &lt;br /&gt;Sei que daqui a um ano já lhe vou poder explicar melhor as coisas. Quero que ele saiba o que se passou naquela madrugada. Sem preconceitos partidários, sem desinformações ou «r's» que aparecem e desaparecem conforme os fantasmas de algumas cabeças decidem.&lt;br /&gt;Não sei como é que se explica a democracia a uma criança. As crianças são egoístas por natureza. No fundo, são os homens sem as capas da cultura, do humanismo. Por isso, a Igualdade, a Fraternidade e a Liberdade são conceitos que têm de ver aplicados na prática, para acreditarem neles. &lt;br /&gt;Mas vou fazer um esforço. Acho que devo isso ao Capitão Salgueiro Maia e aos outros homens corajosos. 25 de Abril Sempre!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108297344529717312?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108297344529717312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108297344529717312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_04_25_archive.html#108297344529717312' title='&lt;strong&gt;Abril&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108176949523982279</id><published>2004-04-12T12:14:00.000+01:00</published><updated>2004-04-12T12:35:28.530+01:00</updated><title type='text'>«Já chegámos?!»</title><content type='html'>Descobri este fim de semana que o meu filho não suporta filas de trânsito. Muito menos se as apanhar num domingo à tarde. &lt;br /&gt;Decidi ir passar a Páscoa fora de Lisboa e no regresso demorei uma hora e meia a fazer um percurso que normalmente percorro em quinze minutos. Até nem foi mau, mas o meu filho é que não esteve pelos ajustes. Eu e a mãe tentámos de tudo. Música, brincadeiras e até uma paragem a meio do caminho, que acabou por ser pior porque lhe deu a sensação que tínhamos chegado e só lhe aumentou a fúria. &lt;br /&gt;A verdade é que até podia ter sido pior. Se em vez da Ericeira tivéssemos escolhido o Algarve, a hora e meia podia ter-se tornado em duas ou três horas de fila... Tremo só de pensar o caos que teria sido. É que o puto só tem treze meses! Ainda nem sequer chegou à fase do «Are we there yet?!». Mas pelo andar da carruagem, estou a imaginar-me a entrar no carro, antes de iniciar uma viagem longa e ouvir a pergunta que congela o sangue: «Já chegámos?».&lt;br /&gt;E depois? O que é que se responde a uma criança de três ou quatro anos quando ela nos faz uma pergunta destas? É que o  célebre «Estamos quase a chegar...» só funciona uma ou duas vezes... Depois é o martírio!&lt;br /&gt;Acho que com a evolução que tem havido nas vias rodoviárias europeias e mundias já deviam ter inventado uma faixa especial para pais. Assim como os lugares nos parques de estacionamento ou as caixas expresso. Uma via reservada a carros com crianças, que permitisse não ficar nas filas. &lt;br /&gt;Bem... Eu ainda tenho sorte. O meu filho ainda usa fraldas e está só a aprender a andar. Enquanto esperava na fila este domingo, e tentava entretê-lo com palhaçadas e danças loucas, que muito devem ter divertido o condutor da frente, vi um pobre pai que, em desespero de causa, teve de sair do carro e percorrer algumas centenas de metros com um filho, que devia ter para aí seis anos, e para quem estar fechado dentro de um carro era pior que não poder ver o «NoddY» durante duas semanas!&lt;br /&gt;Não gosto muito de elogiar os americanos, até porque nos dias que correm, elogiar os americanos é quase tão mau como depositar 5 mil euros numa conta da Al Qaeda! Mas os tipos, que estão habituados a percorrer milhares de quilómetros de carro, e que têm grande engarrafamentos, é que sabem destas coisas! Fizeram carrinhas com espaço para as crianças estarem confortavelmente sentadas e seguras e ao mesmo tempo puderem brincar! E depois, puseram-lhes televisão e DVD!&lt;br /&gt;Se não fosse o imposto automóvel, estava tentado a comprar um monovolume da Chrysler, totalmente equipado! Mas a minha mulher não gosta de monovolumes... Por isso... Vou ficar-me pelas figuras ridículas e pelas músicas do Gomo. Pelo menos até ao dia em que o condutor da frente interpretar mal uma das minhas danças e achar que eu lhe estou a fazer um manguito... «Já chegámos?!»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108176949523982279?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108176949523982279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108176949523982279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_04_11_archive.html#108176949523982279' title='&lt;strong&gt;«Já chegámos?!»&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108176842693270388</id><published>2004-04-12T11:30:00.000+01:00</published><updated>2004-04-12T13:02:48.936+01:00</updated><title type='text'>Obrigado Gomo</title><content type='html'>O meu filho adora dançar. E de há uns dias para cá começou a pedir música. Levanta o dedo e emite uma ordem de comando. Um «Dá!» com sentimento. E não descansa enquanto não começa a ouvir música. &lt;br /&gt;Desde pequeno que o temos habituado a ouvir muita música, de vários géneros. Desde os quatro meses que o adormeço ao colo e ao som de música. De preferência os clássicos, Sinatra, Armstrong, Fitzgerald... Ou os outros, Williams, Crow, Bono...&lt;br /&gt;Mas ele nem sempre é fácil de contentar. Está a tornar-se exigente. Acho que a música para ele já não é só o barulho ritmado e com alguma ressonância que o ajudava a acalmar. Começa a interpretar os sons. Quer dizer... Acho eu... &lt;br /&gt;A verdade é que nos últimos dias, sempre que fazia mais birra, (algo que acontece aos fins de semana ou aos feriados quando ele percebe que de repente os pais estão ali 24 horas sobre 24 horas para usar e abusar), só a música é que o acalmava. E não era qualquer música. &lt;br /&gt;Descobrimos, eu e a mãe, que o nosso filho se tornou fã de Gomo. Em especial do tema «Feeling Alive». Talvez por causa da sonoridade fresca. Talvez por causa da participação especial do Pato Donald no refrão. Ou, se calhar, apenas porque é uma música animada e a cheirar a Verão.  &lt;br /&gt;A verdade é que «Feeling Alive» se tornou no hino do meu puto. E agora não nos larga. Levanta o dedo, sorri e lá entram os acordes: «Hei I'm feeling alive!» Obrigado Gomo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108176842693270388?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108176842693270388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108176842693270388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_04_11_archive.html#108176842693270388' title='&lt;strong&gt;Obrigado Gomo&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108176226863955734</id><published>2004-04-12T10:14:00.001+01:00</published><updated>2004-04-12T10:49:59.996+01:00</updated><title type='text'>Filmes</title><content type='html'>Para quem tem um bebé pequeno, ir ao cinema pode ser uma aventura. Ou uma operação de logística. No meu caso, é preciso sorte. &lt;br /&gt;A nossa primeira ida ao cinema depois da criança nascer foi encarada como um acontecimento. Por isso, escolhemos um filme a preceito. «Cidade de Deus» pareceu-nos uma boa escolha. Já não íamos ao cinema há uns quatro meses e decidimos não nos enfiar numa sala escura para ver uma comédia romântica ou qualquer coisa desse género. Um filme sério, para pensar, era o ideal. Escolhemos um cinema novo e com pergaminhos de ser uma das melhores salas de Lisboa: O Corte Inglés. Comprámos bilhetes mais caros e jantámos por perto. Tudo numa boa. &lt;br /&gt;Depois, o pai babado e preocupado liga para os avós, só para saber se está tudo bem. Faltam dez segundos para entrar na sala. E a avó babada diz que o menino não pára de chorar desde que os pais o deixaram. E diz as palavras proibídas: «Se calhar dói-lhe alguma coisa...» De imediato, soam as sirenes de alarme na cabeça do pai. O estômago desce aos pés e a adrelina injecta-lhe o coração. O filme já não tem importância e a cara de desconsolo da mãe, que começa também a ficar preocupada, é mais um incentivo para fazer marcha atrás. &lt;br /&gt;Ficámos a segundos de entrar na sala. O rapaz dos bilhetes olhou-nos com uma cara de desconsolo. Os bilhetes não eram reembolsáveis. Acabámos essa noite a ter de dar banho ao nosso filho para o acalmar. &lt;br /&gt;As crianças são assim, antes de darem um salto no crescimento tornam-se verdadeiras pilhas. E o nosso filho escolheu logo o momento de dar o salto na noite que nós elegemos como a primeira noite de cinema da era paternidade. &lt;br /&gt;A compensação é que no dia seguinte, começou a passar os objectos de uma mão para a outra, uma das primeiras grandes conquistas motoras. E os pais furiosos e frustrados voltaram a ficar babados.&lt;br /&gt;O certo é que, nem eu nem a minha mulher voltamos a ter coragem de programar uma ida ao cinema. Ficamos pelos DVDs, depois do puto dormir. Assim, pelo menos, não ficamos sem o dinheiro dos bilhetes. É óbvio que, mais cedo ou mais tarde vamos voltar a programar  uma noite de cinema. Já fizemos jantares e teatros... Mas o cinema continua em &lt;em&gt;stand by&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;Confesso que já voltei a entrar numa sala de cinema, entretanto. Os meus colegas de trabalho decidiram levar-me a uma matiné. Era um dia com pouco trabalho e fomos passar a hora do almoço a ver um filme. Escolheram «À procura de Nemo»... Palavras para quê...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108176226863955734?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108176226863955734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108176226863955734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_04_11_archive.html#108176226863955734' title='&lt;strong&gt;Filmes&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108133461530602142</id><published>2004-04-07T11:24:00.000+01:00</published><updated>2004-04-07T11:47:21.700+01:00</updated><title type='text'>Angústia da separação</title><content type='html'>Os bebés sofrem de angústia da separação durante o primeiro ano. É aquela fase em que berram assim que um dos progenitores sai do campo de visão. Primeiro dá-se com a mãe. Depois com o pai. E mais tarde com ambos. &lt;br /&gt;Os pais sofrem da angústia da separação dos filhos durante toda a vida.&lt;br /&gt;Se ainda não a sentiram... Estejam atentos. Da próxima vez que forem levar o vosso filhote ao infantário e o entregarem a uma sorridente educadora, que o beija carinhosamente e lhe chama «pequeno», «maroto» e outros nomes impensáveis, vão senti-la. É um soco no estômago. Um suor frio que nos percorre e uma angústia enorme que nos invade. &lt;br /&gt;Os pais não estão preparados para deixar os filhos à guarda de terceiros. Nunca estão... É o medo do desconhecido. O medo do imprevisto. &lt;br /&gt;E mesmo quando nos tentamos enganar com frases feitas do tipo: Faz bem à criança o convívio com outros miúdos, é bom para a aprendizagem, as educadoras são profissionais... Nunca chega. &lt;br /&gt;E o pior que tudo é que, quanto mais os miúdos crescem mais se apercebem dessa angústia paterna. E começam a tirar partido disso. Lembro-me que pedia ao meu pai que me trouxesse um carrinho ou outro brinquedo qualquer como condição para não chorar à entrada para infantário. E eram já rotina as visitas à loja de brinquedos Bavária, para acalmar as minhas birras.&lt;br /&gt;As crianças sentem muito a nossa falta. Para elas, nós pais somos o centro do mundo. A única coisa que lhes interessa. E elas, para nós, são o mundo. Estão reunidos os ingredientes para muitos choros, muitas birras e muitos cabelos brancos. &lt;br /&gt;A verdade é que, às vezes, sou eu que preciso de colo, depois de deixar o meu filho ao colo da educadora. E sou eu que preciso de uma festa na bochecha e de um «porta-te bem, até logo!». &lt;br /&gt;Ele já vai a rir para os colegas e para toda a gente que o rodeia no infantário. E eu é que me agarro ao volante e faço planos para deixar de trabalhar aos 40 e ir morar para a beira mar, numas férias eternas patrocionadas pela minha genialidade e pela minha vontade de sonhar! E acelero para mais um dia de trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108133461530602142?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108133461530602142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108133461530602142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_04_04_archive.html#108133461530602142' title='&lt;strong&gt;Angústia da separação&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108133562278355371</id><published>2004-04-07T10:43:00.000+01:00</published><updated>2004-04-07T12:04:09.623+01:00</updated><title type='text'>Uma colher de mel </title><content type='html'>Fiz no outro dia a contagem. O meu filho tem 13 meses. 30 peluches, 7 bolas, uma infinidade de brinquedos inomináveis. Mais de 10 livros didácticos e a crescerem em número diariamente. Um triciclo, um ginásio da Chicco, um andarilho, vários brinquedos com música e com luzes. Mas só sossega de verdade qaundo lhe damos uma colher de mel para a mão. Ou um copo medidor. Ou uma tampa de biberão.&lt;br /&gt;A pergunta é óbvia: Porque será que os tipos da Chicco, da Pré Natal, da Bebé Confort e afins, não fizeram ainda colheres de mel, copos medidores e outros objectos do dia a dia, para bebés? Não era muito mais inteligente?&lt;br /&gt;O que acontece com o meu filho, acontece com a maioria dos bebés que conheço. Nunca ligam aos brinquedos que lhes damos. Preferem sempre aquelas coisas com formatos estranhos e cores baças, que vêem os pais utilizarem diariamente. E quanto mais perigosas forem, melhor!&lt;br /&gt;Será por isso que, quando chegam aos 18 anos, nos vêem pedir a chave do carro? O principio é o mesmo, não é?&lt;br /&gt;A verdadeira questão é... Para que é que gastamos tanto dinheiro em peluches e brinquedos, se basta comprar uma colher de pau? Garanto-vos que o Vassoureiro tem mais saída no infantário do meu filho que o Toys R Us... Ou se calhar não... Já não sei... &lt;br /&gt;Entretanto, comprei uma bola de futebol ao meu filho. Uma réplica exacta da bola da Champions League, mas em tamanho bebé. E disse-lhe: «Habitua-te ao toque»... Nunca se sabe... Pode vir a ser o número 7 da selecção... E a encher a garagem de brinquedos... Com mais de 100 cavalos... &lt;br /&gt;As coisas que um pai com sono diz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108133562278355371?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108133562278355371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108133562278355371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_04_04_archive.html#108133562278355371' title='&lt;strong&gt;Uma colher de mel&lt;/strong&gt; '/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108101138955768865</id><published>2004-04-03T17:31:00.000+01:00</published><updated>2004-04-03T18:00:11.263+01:00</updated><title type='text'>Ser pai é ser priotário</title><content type='html'>Pode parecer mentira mas ainda há quem só saiba apontar desvantagens à paternidade. E não falo de comentários emanados  de celibatários e monges fransciscanos. Há mesmo pais, de primeira e segunda viagem, que a única coisa que têm para dizer sobre a sua experiência de paternidade são...  As coisas más.&lt;br /&gt;É certo que desde o dia em que sabemos que vamos ser pais, muda tudo. Nunca mais somos senhores do nosso mundo. Porque aquela coisa pequenina que está a crescer e que vai nascer, nos tira o tapete debaixo dos pés e nos torna totalmente vulneráveis. A tudo. E depois há as noites sem dormir. Acho que nas últimas 400 noites devo ter dormido uma 250 seguidas... O que bem vistas as coisas, não é nada mau! E também há os dentes e as febres, e as diarreias e os vómitos e as quedas e os choros, e as birras e as asneiras. Enfim... Não é fácil. Mas não tem que ser. &lt;br /&gt;E por mais desvantagens que haja, ao sermos pais abre-se um mundo de novas possibilidades, de acesso exclusivo a quem tem um filho. E isso, é uma grande vantagem!&lt;br /&gt;Por exemplo... No dia-a-dia... Vamos a um centro comercial, dos grandes... Acabaram-se as horas à procura de lugar. Há sempre lugares para pessoas com crianças. E apesar de, nalguns centros, os lugares ainda serem poucos, em comparação com o número de famílias visitantes, estão lá sempre. Junto às entradas, mais largos, amarelos, um verdadeiro lugar VIP. Depois, nos hipermercados, há as caixas prioritárias, para pais, futuros ou presentes. E há os descontos para papás com crianças, nos museus, nos parques de diversões, nos estádios. Até fizeram o favor de nos criarem umas casas de banho próprias para mudar as fraldas, patrocionadas pelas grandes marcas para bebé!&lt;br /&gt;Ser pai é ser prioritário, em tudo! Até a entrar para os aviões! O que é que pode ser mau? &lt;br /&gt;Desconfio que os arautos do pessimismo paternal são daqueles que, como indica um estudo norte-americano mais ou menos recente, (só os americanos é que têm tempo e dinheiro para perder neste tipo de estudos), só se apercebem realemente que são pais e que aquela criança barulhenta que lá anda por casa é sua, dois anos depois do nascimento. &lt;br /&gt;O que quer dizer que andam a evitar a realidade até ao máximo. E que para eles, a criança é um hóspede barulhento, que lhes foi perturbar a rotina e os afastar da mulher.&lt;br /&gt;Pois bem, para este tipo de pais, aplica-se uma simples e contundente máxima: «Quem não quer ser pai, nunca será». O problema vai ser quando os filhos descobrirem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108101138955768865?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108101138955768865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108101138955768865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_03_28_archive.html#108101138955768865' title='&lt;strong&gt;Ser pai é ser priotário&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108100944940785514</id><published>2004-04-03T17:14:00.000+01:00</published><updated>2004-04-03T17:35:05.186+01:00</updated><title type='text'>Febre</title><content type='html'>Um bebé com febre é sempre uma preocupação. Nos últimos dias o meu bebé tem tido febre. Nada de muito relevante. Mas o suficiente para me fazer ficar em casa e não poder trabalhar, o mesmo acontecendo com a mãe, em dias espaçados. Um bebé com febre é uma preocupação. Porque temos de estar alerta. Porque ele ainda não se queixa com precisão do que é que lhe dói, porque temos de contar as horas entre as doses de Ben u Ron e porque eles ficam mesmo murchos. E quando começam a dar mostras de melhoras, é uma alegria. &lt;br /&gt;Ter ficado em casa um dia inteiro com o meu filho deu-me que pensar. O dia passou mais depressa... Porque dormimos quatro horas seguidas, a meio do dia, e porque a rotina já está muito bem montada e oleada. &lt;br /&gt;E também porque a minha cabeça esteve presa apenas aos problemas realmente importantes. Tem febre? Não tem. Tem sede? Tem. Tem cocó? Não tem. Quer dormir? Não. Quer brincar? SIM! Ou seja, desliguei o cérebro das estratégias diárias de resolução de problemas e gestão de conflitos, para deixá-lo num estado de sistema binário de sins e nãos, que simplificam a vida e a tornam mais pura. Para mim foi um bálsamo relaxante. &lt;br /&gt;À parte de ter um bebé doente ser sempre muito chato, foi bom poder, pela primeira vez em alguns meses, aplicar a sério a divisão de tarefas. Ainda não tinha ficado, de facto, um dia inteiro com o meu bebé em casa. Porque a minha mulher estava a trabalhar como free-lancer e acabava por acarretar com o trabalho todo... É sempre bom poder pôr em prática as nossas teorias... E sair bem das tarefas!&lt;br /&gt;O bebé já está melhor... &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108100944940785514?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108100944940785514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108100944940785514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_03_28_archive.html#108100944940785514' title='&lt;strong&gt;Febre&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108057722988549819</id><published>2004-03-29T16:50:00.000+01:00</published><updated>2004-03-29T17:24:04.356+01:00</updated><title type='text'>Os pais também querem!</title><content type='html'>A revista «Time» publica na sua edição de 22 de Março um artigo extenso sobre o crescente dilema que se põe às mães modernas: Colocadas entre uma carreira absorvente e a tarefa diária de educar uma criança, as mães são levadas a ter de optar. Ou trabalham ou ficam em casa. &lt;br /&gt;O tema ainda pode ser discutido em países civilizados e ricos, como os Estados Unidos, o norte da Europa e provavelmente o Japão, embora neste último caso, as mães sejam muito poucas, porque as mulheres pura e simplesmente não querem ter filhos e preferem ter uma carreira. Mas eles também comem peixe cru, por isso...&lt;br /&gt;A questão é pertinente. Como é que se educa uma criança trabalhando 8 horas diárias? Como é que se tem tempo para as brincadeiras de uma crinaça de um ano se trazemos trabalho para casa ao fim de semana. Como é que se consegue passar as tardes a jogar à bola com o nosso rebento, se temos de fazer todos os dias mais de 50 km para ir de casa ao trabalho e metade desse caminho é passado em engarrafamentos?&lt;br /&gt;A ginástica é dura e rivaliza com qualquer aula de Total Condition, BTS, MMS, CCM ou o raio das coisas que os ginásios inventam para nos criar a sensação que estamos a queimar calorias!&lt;br /&gt;Uma criança absorve todos os segundos à sua volta, enquanto está acordada. E mesmo quando adormece, nunca estamos completamente desligados. Ora tosse, ora choraminga, ora é a fralda, ora é a chucha. Além disso, há ainda aquela parte de sentirmos que a vida nos escorre por entre os dedos e que se o nosso filho já tem seis dentes e nós não demos por isso, que sentido é que faz matarmo-nos trabalhar para mais tarde lhe pagarmos o dentista?&lt;br /&gt;Nos Estados Unidos a questão é ancestral. Tão ancestral, que nos anos 90, os autores do «Baby Blues», o maná de qualquer pai recente, já brincavam com a escolha da Wanda de ficar em casa para cuidar da sua filha... E com todas as dúvidas existênciais de uma mulher que deixa uma carreira para ser mãe a tempo inteiro.&lt;br /&gt;Pois é... Brincavam. Mas a questão é séria. Para a mulher, é sempre uma escolha entre o passado e o futuro. E é sempre envolta pela sombra de se estar a ceder à sociedade machista. Porque, se a mulher escolhe ficar em casa, vai ser como a mãe, ou como a avó. Não é a mãe dedicada, é a mulher submissa. Não é a mãe estremosa e preocupada com o desenvolvimento do filho. É a mulher que perdeu a batalha da independência. E são as outras mulheres as primeiras a apontarem o dedo. As primeiras a pô-las na prateleira das derrotadas. &lt;br /&gt;O mais engraçado é que nunca perguntam aos homens se eles gostavam de escolher entre trabalhar ou ficar em casa a cuidar da criança. Acho que a razão principal é que nenhuma mãe teria coragem de deixar o filho em casa com o pai. Mas acredito, ou pelo menos quero acreditar, que há muitos homens que responderiam afirmativamente ao desafio.&lt;br /&gt;Eu sei que gostava de estar em casa a cuidar do meu filho. Gostava de me dedicar a 100 por cento a essa tarefa. Acho que não há nenhuma actividade mais gratificante. &lt;br /&gt;Sei que nos próximos 100 anos, Portugal não vai ser um país em que as remunerações permitam às famílias abdicarem de um dos ordenados. Nem, vai ter um sistema de Saúde Pública e de Segurança Social condigno. Nem sequer vai proteger mais a marternidade e apoiar as famílias numerosas. Mas talvez cheguemos à meia final do Euro... &lt;br /&gt;Enfim... Se esse dia vier... Vou estar na primeira fila para tirar a senha.  Acho que não há dinheiro que pague ter tempo para dar voltas no parque com o nosso filho, ensiná-lo a jogar à bola,  poder ir buscá-lo todos os dias ao infantário e poder fazer longos lanches com ele. Se um dia me perguntarem se quero ficar em casa com o meu filho eu respondo sim. Sem hesitar. Até esse dia chegar, estico as horas e navego pelas madrugadas para cumprir prazos e entregar trabalho... &lt;br /&gt;A vida é dura, mas quando ele me sorri, esqueço as dores nas costas e nos olhos e penso só em fraldas, brinquedos, férias na Eurodisney e essas coisas boas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108057722988549819?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108057722988549819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108057722988549819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_03_28_archive.html#108057722988549819' title='&lt;strong&gt;Os pais também querem!&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108031410721745020</id><published>2004-03-26T15:01:00.000Z</published><updated>2004-03-26T15:29:12.000Z</updated><title type='text'>Avós vs. Pedriatra: a batalha interminável</title><content type='html'>No livro do Benjamin Spock, «Meu filho, meu tesouro» há uma frase, logo nas primeiras páginas, que define parte do que é ter um filho e ter de conviver com a abordagem famíliar a esse filho. É um aviso à pré-mamã: «A partir de agora, a sua pior inimiga é a sua irmã mais velha», diz o mestre. A frase, adaptada aos recém pais, deveria ser: «A partir de agora, os vossos piores inimigos vão ser as avós».&lt;br /&gt;A questão é simples. As recém-avós sabem tudo. E não admitem que os recém-papás possam dominar a arte de cuidar de uma criança. Começa logo nos primeiros dias. O bebé está muito vestido e tem calor, ou está pouco vestido e vai apanhar frio. Se chora é porque tem fome e a desnaturada da mãe se esqueceu de lhe dar de comer, ou porque tem a fralda suja e o desnaturado do pai não a mudou. &lt;br /&gt;Isto quando as avós dão alguma importância ao pai... Porque na maior parte das vezes são elas as principais segregadoras do pai, por muito dedicado que este seja.&lt;br /&gt;Mas a verdadeira batalha, que se inicia logo nos primeiros meses, trava-se entre as avós e os pediatras. E aqui, as coisas tornam-se mais sérias... E mais feias. &lt;br /&gt;Se fizerem como eu, e optarem por uma postura tipo «serviço pós venda», vão confiar inteiramente no pediatra. Afinal, ele é que viu o vosso filho nos primeiros segundos de vida, é que lhe aspirou as vias respiratórias. É ele o homem do estetoscópio, que sabe identificar os sinais de alarme. Por isso deve ser ele a vigiar e cuidar da saúde e do desenvolvimento do bebé. &lt;br /&gt;Mas as avós, que conseguiram criar um homem e uma mulher saudáveis e capazes de procriar, acham que o homem da bata branca não passa de um charlatão. Que não faz nada bem. No tempo delas é que era... &lt;br /&gt;Pois... Mas no tempo delas o médico receitava leite em pó para adultos, mercúrio cromo para as feridas e aspirinas para baixar a febre. Entretanto descobriu-se que o leite em pó não era indicado para todos os bebés, que o mercúrio cromo é venenoso e que a aspirina pode causar a morte do recém nascido... Mas as avós já não leram essas notícias, nós já tínhamos 18 anos e os problemas eram outros. &lt;br /&gt;Por isso, postas perante o enorme desafio de terem um neto, vão buscar a velha cassete e toca de querer à viva força que as coisas sejam como eram no tempo delas.&lt;br /&gt;É óbvio que está instalado o campo para um braço de ferro complicado. O pediatra, qualquer pediatra, não tolera intromissões no seu trabalho e tem uma frase lapidar: «Se assumir a responsabilidade pode dar-lhe o que entender, fazer como quiser» E os recém-pais, em pânico, divididos entre o saber materno e o saber da ciência, ficam sem saber o que fazer.&lt;br /&gt;Por mais que lhes expliquemos as avós não percebem que a sua ajuda é inestimável, mas os seus conselhos só atrapalham. Elas são um elo muito importante para a criança. Mas não podem exacerbar essa função e querer impôr a sua vontade.&lt;br /&gt;E por muito que digam, não se podem esquecer que para os pais, criar a criança já é uma tarefa suficientemente envolvente, estafante e desafiante, para ainda terem de estar a reeducar duas avós histéricas.&lt;br /&gt;Até porque, há coisas que só as avós é que sabem fazer... Como bolos, casacos de malha, histórias em dias de chuva e bifes com ovo estrelado. E que as tornam inesquecíveis...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108031410721745020?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108031410721745020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108031410721745020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_03_21_archive.html#108031410721745020' title='&lt;strong&gt;Avós vs. Pedriatra: a batalha interminável&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108031446022679986</id><published>2004-03-26T15:00:00.000Z</published><updated>2004-03-26T15:27:34.450Z</updated><title type='text'>Na «Pais e Filhos»</title><content type='html'>A propósito do post de cima... A Pais e Filhos publica este mês, edição de Abril,  um artigo da Helena Viegas sobre este tema universal. «Bebés: Mitos, modas e realidades» é o título. Vale uma leitura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108031446022679986?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108031446022679986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108031446022679986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_03_21_archive.html#108031446022679986' title='&lt;strong&gt;Na «Pais e Filhos»&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-10802556265680117</id><published>2004-03-25T22:55:00.000Z</published><updated>2004-03-25T23:03:56.216Z</updated><title type='text'>Bem vindo João Ervilha!</title><content type='html'>Uma amiga acaba de ter um João. Após 15 horas de esforço. Sê bem vindo João, valeu a pena a luta! Este é o mundo. Planeta Terra para os amigos. Vais gostar disto. Apesar de as coisas nem sempre correrem bem, é um sítio óptimo para se nascer. E ainda por cima, os homens, a espécie a que pertences inventaram uma coisa chamada Amor... Foi desse amor que tu nasceste. E é esse Amor que te vai acompanhar ao longo da vida. Vais vê-lo no sorriso do teu pai, nas lágrimas de emoção da tua mãe, nos beijos das tuas avós... E ainda não sabes, mas já tens montes de amigos. Por isso, força João! Isto ainda agora começou!  E vai ser muito divertido!&lt;br /&gt;PS: Beijinhos para os papás...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-10802556265680117?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/10802556265680117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/10802556265680117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_03_21_archive.html#10802556265680117' title='&lt;strong&gt;Bem vindo João Ervilha!&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108021567781590253</id><published>2004-03-25T11:41:00.000Z</published><updated>2004-03-25T12:02:53.293Z</updated><title type='text'>40 euros em chuchas</title><content type='html'>OK... Os pais recentes estão entre os maiores consumidores mundiais de coisas inúteis. Mas há limites. Gastei 40 euros em chuchas e tetinas para o meu filho! Acham normal?! 40 euros em pouco mais que 10 porções mínimas de borracha! &lt;br /&gt;Tudo bem, a borracha é da verdadeira. Mas mesmo assim...&lt;br /&gt;Estou a imaginar um seringueiro da Amazónia a retirar a seiva de uma árvore da borracha secular e a dizer para o companheiro de trabalho: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seringueiro1: «Ó xente... Essa daí vai para fazer uma chupeta!» &lt;br /&gt;Seringueiro 2: «Xupeta? Sê tem a certeza?»&lt;br /&gt;Seringueiro 1: «Duvide, não! Essa daí é da borracha de primeira...»&lt;br /&gt;Seringueiro 2: «Se é da de primeira vai fazer é camisinha!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim... Por muito trabalho que tenha dado a recolher estas porções de borracha, acho um exagero! Até porque para os bebés é indiferente! Para eles não interessa se a borracha é de verdade ou não... Só lhes interessa que quando berram, a chucha está lá. à espera. Limpa e preparada para chuchar.&lt;br /&gt;O problema é que os tipos que ganham dinheiro a fazer chuchas, (descobri no outro dia que são os mesmo que fazem os preservativos por isso cobrem todo o espectro relativo à paternidade ou à forma de a evitar) sabem que para um pai recente, a chucha do seu bebé é um artigo tão importante como um bom relógio, uma caneta Waterman ou um anel de brilhantes. E abusam! &lt;br /&gt;Tal como os que fazem as roupas, as botas, os carrinhos, as cadeiras, as banheiras, as fraldas... É uma autêntica sociedade secreta de pessoas que sabem que os pais estão à sua mercê! &lt;br /&gt;Se eu soubesse o que sei hoje, em vez de ter investido numa carreira criativa tinha metido as minhas economias numa loja para bebés... Pelo menos assim as chuchas eram de borla!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108021567781590253?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108021567781590253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108021567781590253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_03_21_archive.html#108021567781590253' title='&lt;strong&gt;40 euros em chuchas&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108021485568605352</id><published>2004-03-24T20:25:00.000Z</published><updated>2004-03-25T12:04:06.360Z</updated><title type='text'>Hora da papa</title><content type='html'>Arma-se a cadeira. Controla-se o volume da aparelhagem. Coloca-se o CD com as músicas de embalar. O cenário está pronto. Aquece-se o prato, prepara-se o biberão com a água, a colher especial, os guardanapos de papel... Está tudo a postos. Pega-se na criança. É agora. Começa roda viva. Ele já pressentiu o que se aproxima. Começa a chorar. E nós começamos a coreografia, ensaiada e representada diariamente... Com duas representações ao fim de semana. É a Hora da Papa.&lt;br /&gt;Comer é uma necessidade básica. E os bebés sabem isso perfeitamente. Até aos quatro meses o sistema é muito simples. De duas em duas horas... Ou de três em três para os pais felizardos, abrem as goelas e avisam ao mundo e aos vizinhos do andar do lado, de cima e de baixo: «TENHO FOME!». O que em linguagem de bebés se traduz por um choro continuado e estridente, com mais ou menos dois minutos.&lt;br /&gt;Os pais correm a preparar o biberão... Ou então, a mãe respira fundo, senta-se o mais confortável possível e despe a camisola. Dar de mamar é um dos momentos mais bonitos da maternidade. Mas um dos mais duros.&lt;br /&gt;A partir dos quatro meses as coisas complicam-se. É a altura de começar a dar a sopa e a papa. O problema é que ninguém explicou ao bebé porque é que tinha de mudar de hábitos alimentares... E ele queixa-se. Começa a luta!&lt;br /&gt;Pai e mãe transformam-se em cantores, saltimbancos, equilibristas, prestigitadores... Uma parafernália de funções com um único objectivo. Dar a papa ao bebé. &lt;br /&gt;Alguns colaboram. Têm apetite. Outros, são autênticos terroristas.  Não comem, cospem tudo, vomitam e fazem a vida negra aos pobres pais. Possivelmente são esses que, mais tarde, só vão a restaurantes finos e  abominam fast food... Esquisitos, desde que nascem.&lt;br /&gt;O meu filho é um bom comedor. Mas nem por isso torna a hora da papa mais relaxante. Mesmo depois de lhe comprarmos uma cadeira de papa que rivaliza com o nosso sofá da Habitat em conforto e preço! Há sempre uma coisa qualquer com que ele embirra. Ou são os guardanapos, ou é o biberão, ou a sopa que não lhe é servida na velocidade que ele deseja (uma colher a cada meio segundo!). Então se lhe mostramos a fruta antes de terminar o prato principal, está tudo perdido!&lt;br /&gt;Mas as coisas até têm corrido bem.  Conheço casos muito piores... Muito mais dramáticos. É a felicidade de se ser pai... Há sempre um pai que sofreu mais que nós. Bem... Está na hora... Preparar... Prontos... Aí vamos nós outra vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108021485568605352?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108021485568605352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108021485568605352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_03_21_archive.html#108021485568605352' title='&lt;strong&gt;Hora da papa&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-108009201216456223</id><published>2004-03-24T01:17:00.000Z</published><updated>2004-03-24T01:40:40.343Z</updated><title type='text'>Eles são mesmo livres</title><content type='html'>Não sei se ainda há algum pai que acha que controla os filhos. Mas eu, há muito tempo que perdi qualquer veleidade em controlar o meu. Nascemos para ser impotentes. E o melhor é irmo-nos habituando. Desde que aquele espermatozóide mais audaz deixou o nosso corpo, até que o puto de 18 anos nos vem pedir a chave do carro para sair com a namorada, passam qualquer coisa como 9 460 800 horas, mais coisa menos coisa, e cada uma dessas horas é dedicada a uma só coisa. A celebração da nossa impotência.&lt;br /&gt;Não os controlamos quando querem dormir. Ou não querem (como vem sendo o caso do meu filho). Não controlamos se têm fome, se estão doentes, se estão a respirar. Não os controlamos, ponto. Se lhes queremos dar miminhos, adormecem e ferram-se a dormir. Se queremos passar o resto da noite a dar miminhos à mãe, acordam, cheios de energia e querem ir brincar para o chão do quarto. &lt;br /&gt;Depois são os dentes. Só crescem quando eles querem. E as primeiras palavras. Só as dizem quando bem lhes apetece.&lt;br /&gt;Com o meu filho é ainda mais caricato. Sabe dizer adeus e bater palminhas. Um amor! Mas nunca, NUNCA, o faz a pedido. Já no outro dia, foi preciso apenas um exemplo para aprender a dar com uma garrafa de litro e meio de água na cabeça do pai!&lt;br /&gt;Só aprendem a andar quando lhes é mesmo necessário, e a mesma coisa para o comer sozinhos, andar de bicicleta, fazer contas à mesada... Enfim...&lt;br /&gt;O Kahlil Gibran, que era Libanês e escreveu um livro entitulado «O Louco» (vá-se lá saber porquê), escreveu às mães um poema que a minha progenitora fez questão de afixar na parede do meu quarto de criança. Numa das estrofes, Gibran garante: «Teus filhos não são teus filhos, são filhos e filhos da vida, anelando por ti própria». É óbvio que usei muitas vezes esta frase para dizer à minha mãe que se não ia arrumar o quarto é porque a Vida não me tinha mandado arrumar nada... E ela é que era a minha mãe! Mas o poema continua e tem uma metáfora, que não sendo muito original, é certeira, no sentido literal do termo: é qualquer coisa como... A mãe é o arqueiro e os filhos as setas. E a mestria da mãe é a de ter a pontaria de apontar o caminho de vida certo à seta que acaba de lançar.&lt;br /&gt;Ou seja... Não temos mesmo hipótese. Eles são livres. E nós só podemos contemplar a sua liberdade. Mas isso não tem de ser mau. Mesmo que sejam 5 da manhã de um dia de trabalho e o vosso filho esteja a bater palminhas porque a muito ensonada mãe acaba de lhe trazer um biberão cheio de leite e ele grite a plenos pulmões: «DÁ PAPA, Mamã!»... Putos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-108009201216456223?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108009201216456223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/108009201216456223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_03_21_archive.html#108009201216456223' title='&lt;strong&gt;Eles são mesmo livres&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-107995476682578921</id><published>2004-03-22T11:30:00.000Z</published><updated>2004-03-22T12:37:34.340Z</updated><title type='text'>Papa ou papá</title><content type='html'>Não há coisa que dê mais orgulho a um pai que ouvir a palavra «Papá» sair da boca do seu filhote de seis meses. No meu caso, foi um momento único. Porque durou dez segundos. O meu filho disse-o, com todas as letras: «Papá» Ou pelo menos foi assim que eu o ouvi. Dez segundos depois percebi tudo. Estava a olhar para uma tigela de Cerelác  com um olhar guloso. A palavra era «papa» e não a desejada «papá». Este episódio frustrante fez-me pensar se não haveria uma relação directa entre as duas palavras. E se, mais ainda, «mama» e «mamã» não teria exactamente a mesma relação. No fundo, a proximidade é util. Um bebé aprende depressa que comida pode ser referenciada por estes dois vocábulos. E percebe que se os repetir, causa nos progenitores uma reacção de felicidade, que aumenta as possibilidades de conseguir o que quer: Comida fora de horas! Bem. Não sei se é verdade. Mas com o meu filho funciona!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-107995476682578921?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/107995476682578921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/107995476682578921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_03_21_archive.html#107995476682578921' title='&lt;strong&gt;Papa ou papá&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-107995502312222849</id><published>2004-03-22T11:29:00.000Z</published><updated>2004-03-22T11:33:47.590Z</updated><title type='text'>Um estranho chamado Pai</title><content type='html'>A primeira vez que me senti respeitado como pai foi no Hospital da Cruz Vermelha, quando o meu filho nasceu, faz agora um ano. Parece que é prática comum, mas só ouvi contar àqueles que tiveram os filhos em hospitais privados: O pai é o primeiro a dar banho e a mudar as fraldas à criança. É o primeiro a pegar na criança ao colo mal ela nasce... e se o parto for normal, é quem corta o cordão umbilical e põe o bebé neste mundo.&lt;br /&gt;Dentro daquele espaço esterilizado, o pai é a figura importante. Deve estar preparado para ajudar a mãe e o bebé.. e acima de tudo tem um lugar. Tem O lugar.&lt;br /&gt;Mas até lá chegar... E depois de sair da maternidade... O pai é sempre a figura descartável. Mais grave que isso. Ninguém espera que ele lá esteja. &lt;br /&gt;Se comete a veleidade de saber mudar as fraldas, sossegar uma tosse, dar um biberão, trocar de roupa ou embalar a criança. É um espanto. Se acompanhou a mãe a todas as ecografias, às aulas de preparação para o parto e em caminhadas às duas da manhã, quando a mãe está com azia e não consegue dormir... Então, passa a ave rara.&lt;br /&gt;A sociedade não foi feita a pensar nos pais. As mulheres... Sim, porque 50 por cento da culpa é delas. Reuniram-se em torno da maternidade e criaram uma redoma que protege a grávida, e depois a mãe, e não deixam o pai entrar.&lt;br /&gt;Os homens... Os culpados dos restantes 50 por cento. Adoptaram a postura do jovem imaturo. Enquanto a criança não nasce preferem não pensar nisso. Vivem de forma diletante. Até parecem mais novos. Mais descontraídos. O anúncio da paternidade torna-os mais alegres e desbragados. &lt;br /&gt;Quando a criança nasce, muda tudo. Envelhecem 30 anos. Tornam-se sisudos. A falta de sono não ajuda. Reclamam quando o bebé chora, passam-no à mãe se ele faz cocó e continuam a agir como se nada tivesse mudado. Isto até haver um problema. Porque aí são céleres a atacar e a tomar medidas drásticas. &lt;br /&gt;Mas há excepções. Há pais que participam. Pais que se preocupam e pais que se comovem. Há pais que fazem questão de estar presentes em todos os momentos dos filhos, pais que assumem as tarefas que tradicionalmente eram das mães. Não são excepcionais, não são aves raras e nem sequer são raros. Mas ficam sempre esquecidos, são sempre olhados de lado.&lt;br /&gt;Para esses, a paternidade tem um significado especial. A segregação de que são alvo é uma agressão. Ninguém pensa neles. E eles não gritam. A não ser quando sentem necessidade. &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-107995502312222849?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/107995502312222849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/107995502312222849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_03_21_archive.html#107995502312222849' title='&lt;strong&gt;Um estranho chamado Pai&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-107995486572878239</id><published>2004-03-22T11:27:00.000Z</published><updated>2004-03-22T12:38:18.310Z</updated><title type='text'>Baby Blues</title><content type='html'>Poucos livros me conquistam à primeira. Mas a série de Banda desenhada «Baby Blues», de Jerry Scott e Rick Kirkman apanhou-me desprevenido. Justiça seja feita, foi a minha mulher que me ofereceu o primeiro volume, no dia do Pai. E foi o Mário Botequilha que primeiro lhe falou dos «Baby Blues». &lt;br /&gt;O tema não podia ser mais simples. A Wanda e o Derryl McPherson são pais de primeira viagem. E contam-nos, página após página, o dia-a-dia da aventura de ter um filho. Actualmente, a série vai avançada. E os McPherson já têm dois rebentos. No livro que estou a ler, a história ainda mal começou. &lt;br /&gt;A verdade de cada tira é tão avassaladora que não há outro remédio senão rir. Scott e Kirkman são génios. E retratam a paternidade de uma forma tão exacta quanto crua.&lt;br /&gt;Estou apaixonado e e risco de me tornar um comprador compulsivo dos álbuns.&lt;br /&gt;Bom. Lá se vai o dinheiro para o leite em pó do meu filho… Mas pelos menos, da próxima vez que acordar às 5 da manhã com ele a berrar e a bater palmas, (suspeito que o puto está regulado pelo fuso horário de Praga!) vou poder relaxar a ler algumas das tiras do Baby Blues. Abençoados sejam!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-107995486572878239?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/107995486572878239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/107995486572878239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_03_21_archive.html#107995486572878239' title='&lt;strong&gt;Baby Blues&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-107995482009407477</id><published>2004-03-22T11:26:00.000Z</published><updated>2004-03-22T11:30:24.610Z</updated><title type='text'>Das revistas para Pais</title><content type='html'>Porque é que as revistas para pais são todas dirigidas por mulheres? Ou melhor... porque é que não há nenhuma que seja dirigida por um homem? Será que é um cargo demasiado feminino? Ou será que a paternidade só existe quando se aproxima o dia 19 de Março? Ou pior... Será que toda a gente, incluindo os editores dessas publicações, julga que um homem não seria capaz de dirigir uma revista sobre pais e filhos?&lt;br /&gt;Os homens estão reduzidos ao lugar de especialistas. São pediatras, psicólogos, nutricionistas. Salvo a honrosa excepção da «Pais e Filhos», não há homens a escrever sobre a experiência de ser pai.&lt;br /&gt;Mas a verdade é que são os pais que compram estas revistas e que as lêem com mais atenção. Porque são eles que têm mais dúvidas, que se sentem mais sós. Que não conversam com os seus colegas de trabalho sobre os seus medos e as suas angústias. Vá lá a gente entender isto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-107995482009407477?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/107995482009407477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/107995482009407477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_03_21_archive.html#107995482009407477' title='&lt;strong&gt;Das revistas para Pais&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-107965231614953877</id><published>2004-03-19T07:00:00.000Z</published><updated>2004-03-22T12:02:57.403Z</updated><title type='text'>Ser Pai</title><content type='html'>Não gosto de definições. Sempre que é preciso definir alguma coisa prefiro procurar as palavras de um poeta que tenha conseguido sintetizar o conceito num par de frases inesquecíveis. Os dicionários definem pai como a origem. Mas eu sempre considerei um dicionário como o grande ditador da linguagem. E não gosto de ditadores. Mas a linguagem às vezes ajuda. Um pai faz um filho. A mãe tem o filho. Um pai faz. Mas não tem. Somos a origem. E depois? Acredito que queiramos ser a margem e a nascente do rio que brotou de nós. E acredito que não queiramos estar sozinhos nessa viagem. Ser pai é muito mais que uma definição. Mas é uma tarefa solitária. Ou tornou-se solitária. Ser pai. Ser. A paternidade transforma um homem. Muda-o. Mas é preciso ser a mudança. Um homem nunca mais é o mesmo depois de ser pai. Mesmo que não queira mudar. Ser pai, é ser homem, na plenitude da masculinidade e da feminilidade. Ser pai é ser maior do que os homens. Ser pai é ser poeta. É ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-107965231614953877?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/107965231614953877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/107965231614953877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_03_14_archive.html#107965231614953877' title='&lt;strong&gt;Ser Pai&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-107965197520841611</id><published>2004-03-19T00:01:00.002Z</published><updated>2004-03-22T12:05:16.170Z</updated><title type='text'>A mãe</title><content type='html'>A mãe é o alibi perfeito. É ela que tem a responsabilidade de ter tudo em ordem. É ela que tem de ter a comida pronta, a roupa do bebé passada a ferro, as fraldas contadas, os dodots, os gorros, os casacos... É à mãe que se exige tudo. É à mãe que não se perdoa nada. A mãe é soberana. É a chata de serviço. A mãe, às vezes, é quase mãe do pai. Mas há só uma... &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-107965197520841611?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/107965197520841611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/107965197520841611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_03_14_archive.html#107965197520841611' title='&lt;strong&gt;A mãe&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-107965191903244011</id><published>2004-03-19T00:01:00.001Z</published><updated>2004-03-22T12:04:36.343Z</updated><title type='text'>19 de Março</title><content type='html'>Há várias coisas que me irritam. Mas o dia 19 de Março é uma das que me tiram do sério! Bom, também me irrita o dia da Mãe, o da Mulher, o dia da Música, o dia do Ambiente. De facto, o que me irrita é que se façam dias especiais para coisas universais. Como ser Pai. &lt;br /&gt;O que me irrita é que no dia Pai, nesse dia, todos nos olham de forma condescendente. Nesse dia, todos nos fazem uma vénia. E até nos sorriem. Dedicam-nos anúncios e campanhas. Somos os maiores. Mas não passa disso. Somos o alvo do consumo. Mas não há um único momento em que alguém pare para nos perguntar: O que é ser pai? Provavelmente a maioria não saberia responder. A triste verdade é que se perguntarem a um homem o que é ser pai, em 90 por cento dos casos a resposta sai dentro do estereotipo, e poucas vezes com o recurso a frases que envolvam emoções. &lt;br /&gt;Para a maioria, um pai tem de ser como um rochedo, como um porto de abrigo. Não pode chorar, não pode ceder e muito menos fraquejar. Um pai não sabe mudar fraldas, não dá de comer à criança. Está na rua a trabalhar, está nos estádios de futebol e nos cafés. E quando a criança faz 6 anos, tira-o debaixo das saias da mãe e introduz o petiz ao mundo dos homens.&lt;br /&gt;É esta imagem que prevalece sempre. O pai está reduzido a uma figura de estilo. &lt;br /&gt;Não preciso de um dia do pai, obrigado. Estamos lá todos os outros dias do ano. Se querem fazer alguma coisa de especial neste dia, por favor, não nos chateiem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-107965191903244011?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/107965191903244011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/107965191903244011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_03_14_archive.html#107965191903244011' title='&lt;strong&gt;19 de Março&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6638273.post-107965213984643261</id><published>2004-03-19T00:01:00.000Z</published><updated>2004-03-22T12:03:53.170Z</updated><title type='text'>O Cocó</title><content type='html'>Se faz, é porque faz pouco, ou muito. Se não faz, é uma desgraça. A vida de um pai, desde que o filho nasce, passa a ser regida pelos intestinos dos filhos. Pode parecer nojento, mas o cocó é um dos factores mais importantes, centrais, dos primeiros anos da paternidade. E não é só porque gastamos uma verdadeira fortuna em fraldas. &lt;br /&gt;A minha experiência com cocós, começou logo na primeira semana de paternidade. Ao quarto dia de vida, meu filho teve uma icterícia generalizada. É uma coisa normal. O bebé fica amarelo. Mas no caso do meu filho foi um bocadinho mais grave do que é normal e tivemos que o levar para o hospital. Uma das razões para o tom de pele oriental que o meu filho exibia era uma prisão de ventre persistente, que não o deixava limpar as toxinas que estava a produzir. Depois da crise passar, a capacidade do meu filho produzir cocós passou a ser uma prioridade. Se não os fazia, ficava em pânico. Lembrava-me das 24 horas passadas no Hospital das Descobertas e tinha suores frios. A minha mulher bem me tentava acalmar e lembrar que a ciência inventou uma coisa chamada Bebé Gel que ajuda os recém nascidos a fazerem cocós grossos e fétidos. Mas eu ficava em pânico na mesma. Estava refém das suas fraldas e do conteúdo das mesmas. É claro que, passados uns meses, o meu filho ficou com diarreia, e aí a situação inverteu-se. Já não queria que ele produzisse, mas que retivesse. &lt;br /&gt;Hoje em dia, a conversa dos cocós é diária. Quando o vou buscar ao infantário, ao fim do dia, recebo sempre como prenda a frase: «Comeu bem, esteve bem disposto e fez cocó!» Com um sorriso da auxiliar e uma cara de quem diz, «Está tudo OK!» Por uma ou duas vezes tive a tentação de responder: «Eu hoje também fiz cocó. E li um artigo da New Yorker sobre a Guerra do Golfo enqunto fazia! Já viu como sou intelectual?!». Mas acho que uma resposta deste calibre não ia ter a reacção esperada. E eu quero que continuem a tratar bem do meu filho. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6638273-107965213984643261?l=paternus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/107965213984643261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6638273/posts/default/107965213984643261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paternus.blogspot.com/2004_03_14_archive.html#107965213984643261' title='&lt;strong&gt;O Cocó&lt;/strong&gt;'/><author><name>Os autores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03717732113312967479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
